Cuba acredita em novo voto da ONU pelo fim do bloqueio dos EUA
Conforme explicou em conferência de imprensa, Cuba leva a iniciativa à Assembleia Geral das Nações Unidas pela 34.ª vez, desde a sua apresentação inicial, em 1992. O debate está previsto para terça-feira, 27 de Outubro, e a votação para quarta-feira, 28. “Este projeto está apresentado desde 1992, 33 anos consecutivamente, e tem sido aprovado, votado pela maioria dos países do mundo. Neste caso, Cabo Verde e União Africana a favor deste projeto de resolução”, referiu. Túrcius Miguel Esquivel López confiança na aprovação da iniciativa, apesar das pressões dos Estados Unidos, considerando que o bloqueio constitui uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. O embaixador de Cuba acusou a administração de Donald Trump de intensificar as sanções económicas, afirmando que, actualmnete no total 290 medidas atribuídas, contra o país Entre as medidas apontadas, destacou a inclusão de Cuba na lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo e as restrições ao fornecimento de combustíveis. Neste sentido apontou como áreas afectadas, a indústria do níquel e a indústria biofarmacêutica, que considera sectores com grande potencial de exportação. O diplomata acusou os Estados Unidos de dificultarem a comercialização de produtos cubanos no mercado internacional, através de ameaças de sanções contra países que comprem esses produtos. Questionado sobre as ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de uma eventual invasão de Cuba, o embaixador afirmou que as autoridades cubanas levam essas declarações a sério e estão preparadas para defender a soberania e a independência do país. O diplomata reconheceu a superioridade militar dos Estados Unidos, mas garantiu que Cuba está determinada a resistir a qualquer tentativa de invasão. “Nós estamos dispostos a nos defender até as últimas consequências. Acho que que se formos capazes de ajudar a mais de 25 países do mundo a lutar pela sua independência, também saberemos morrer em Cuba defendendo a soberania e a independência”, sustentou. No que respeita às relações entre Cuba e Cabo Verde, o diplomata destacou a cooperação histórica entre os dois países, sobretudo nas áreas da saúde e da educação, referindo que Cuba conta actualmente com pouco mais de 80 médicos distribuídos pelas nove ilhas habitadas do arquipélago. O diplomata manifestou a intenção de continuar a reforçar as relações com Cabo Verde e com os restantes países africanos, evocando os laços históricos de solidariedade e cooperação. “As relações históricas continuam a fortalecer-se. Esperamos manter, não só com Cabo Verde, mas com toda a África, relações de solidariedade, cooperação e apoio. Acho que essas são as bases das relações internacionais. Não pode haver ameaças, uso da força ou bombardeamentos”, afirmou o embaixador de Cuba em Cabo Verde Túrcius Miguel Esquivel López.
