Pit bull ataca menina de 11 anos e deixa criança gravemente ferida em SP
Pit bull (imagem ilustrativa) Pixabay/Divulgação/newsyfacity Uma criança de 11 anos ficou gravemente ferida após ser atacada por um pit bull em Registro, no interior de São Paulo. Segundo apurado pelo g1 junto à Polícia Militar (PM), a mãe da menina também se machucou ao tentar defendê-la. O 14º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) informou ter sido acionado para atender a ocorrência por volta das 13h50 de quinta-feira (22), no Centro de Registro. Quando a equipe chegou ao local, o pit bull já estava contido em um canil, mas ainda havia vestígios de sangue pela casa. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A mãe da menina contou aos policiais que a filha foi atacada antes de entrar no imóvel, sendo socorrida por familiares. De acordo com a corporação, a criança sofreu múltiplas lesões, incluindo ferimentos graves no rosto. A Prefeitura de Registro informou que a menina foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e transferida para o Hospital Regional de Registro (HRR), enquanto a mãe foi liberada após avaliação médica. Detalhes sobre o estado de saúde das vítimas não foram divulgados oficialmente. Criança foi encaminhada ao Hospital Regional de Registro (SP) Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo/Divulgação Comportamento agressivo O Corpo de Bombeiros informou ao g1 que foi acionado pela Polícia Ambiental. As equipes contaram com o apoio de um médico veterinário para conter e imobilizar o animal, que apresentava um comportamento agressivo. Por determinação da polícia, o cachorro foi levado ao Centro de Zoonoses de Registro. O caso foi encaminhado à delegacia da cidade, onde foi registrado um boletim de ocorrência de omissão de cautela na guarda de animais e lesão corporal. A identidade do dono do pit bull não foi divulgada pela PM. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Agora no g1 Pit bull Quando uma idosa, de 73 anos, disse ter sido atacada por um pit bull em Cubatão (SP) e levado mais de 15 pontos no braço direito, o médico veterinário e ex-criador de pit bull, Maurício Souza de Moura, explicou ao g1 que a raça é um cão médio e que foi desenvolvido nos Estados Unidos. De acordo com o especialista, todas as raças foram criadas para uma função e, com o passar do tempo, transformaram-se em animais de estimação. "Ele [pit bull] foi criado originalmente para uma função de combate entre cães em uma época que era uma atividade permitida", explicou ele. Como foi criada para esse conflito, Maurício explicou que é uma raça agressiva com outros animais, mas não com humanos. "Um pit bull puro [sem cruzamento com outras raças], que tem uma característica de ser agressivo com pessoas, ele tem um desvio de comportamento", disse. Como se proteger? Pit bull filhote (imagem ilustrativa) Pixabay/Reprodução Para se proteger de um ataque de cachorro, Maurício disse que a orientação é tentar trazer frieza para o momento, mesmo que seja difícil. A vítima deve ficar em pé, com uma postura reta e tentando afastar o animal. "A pessoa que está em uma situação dessa tem diversas reações que são explicadas por um mecanismo de luta e fuga. É um mecanismo instintivo", explicou Maurício. "Muitos ataques de cães poderiam ser evitados com uma postura corajosa do humano", acrescentou. Caso não seja possível evitar, o veterinário disse que o ideal é continuar em pé e fazer com que o cachorro morda partes mais fáceis de serem recuperadas e que não arrisquem a própria vida, como o braço. O que fazer com o cachorro? Se o ataque acontecer dentro de casa, Maurício afirmou que o tutor precisa entender qual foi o gatilho daquele comportamento com a ajuda de especialistas. Caso o adestramento e medicamentos não funcionem, é preciso levar o animal para um centro de reabilitação. A eutanásia deve ser a última opção. Caso tenha sido com uma pessoa na rua, o especialista disse que o tutor deve avaliar a falta de responsabilidade no cuidado com o animal. O cachorro tem que andar com guia curta, enforcador e focinheira. Mesmo que seja manso, Maurício afirmou que essas regras estão na legislação. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
