Justiça Eleitoral testa autenticidade de 10 urnas em SP antes do início da votação; entenda como funciona
Urna eletrônica é preparada em Taubaté (SP) Reprodução/Rede Vanguarda A Justiça Eleitoral realizou, na manhã deste domingo (25), testes de autenticidade em dez urnas eletrônicas no estado de São Paulo, antes do início da votação do segundo turno das eleições de 2026. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), todas as verificações ocorreram de forma regular. O procedimento tem como objetivo comprovar que os equipamentos utilizam os sistemas eleitorais oficiais, previamente compilados, assinados digitalmente e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma das auditorias ocorreu na seção 206 da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professor Oscar Pennacino, em Osasco, na Grande São Paulo, com a presença de autoridades eleitorais, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e integrantes da mesa receptora de votos. O teste foi realizado antes da emissão da chamada zerésima, relatório que comprova que não há votos registrados na urna antes do início da votação. A escolha dos equipamentos ocorreu no sábado (24), durante cerimônia pública no TRE-SP, acompanhada por representantes de entidades fiscalizadoras, incluindo órgãos públicos, partidos políticos e organizações da sociedade civil. O juiz Rubens Pedreiro Lopes, da 315ª Zona Eleitoral de Osasco, afirmou que a auditoria é mais uma forma de garantir a transparência do processo eleitoral. "É mais um passo e mais uma demonstração que o processo democrático nas eleições está sendo observado e verificado para que os eleitores possam iniciar a votação, o processo de escolha do seu candidato na mais pura transparência e lisura, como manda a Constituição e as leis do nosso país", afirmou. Durante o procedimento, os fiscais verificam a identificação da urna, examinam os lacres e conferem as assinaturas digitais dos arquivos instalados no equipamento. A conferência é feita por meio de resumos digitais, conhecidos como hashes, que permitem comparar os arquivos presentes nas urnas com aqueles oficialmente lacrados pelo TSE antes da eleição. Segundo o TRE-SP, não foram encontradas irregularidades nas verificações realizadas. Onde foram realizados os testes de autenticidade? As dez urnas selecionadas estavam distribuídas em diferentes municípios do estado: Osasco: seções 206 (315ª Zona Eleitoral) e 97 (277ª Zona Eleitoral); Ribeirão Pires: seção 59 (183ª Zona Eleitoral); Mogi Mirim: seção 369 (75ª Zona Eleitoral); Alfredo Marcondes: seção 4 (182ª Zona Eleitoral de Presidente Prudente); Valinhos: seção 88 (34ª Zona Eleitoral); Santa Cruz do Rio Pardo: seção 27 (114ª Zona Eleitoral); Santo André: seção 34 (264ª Zona Eleitoral); Taiaçu: seção 62 (61ª Zona Eleitoral de Jaboticabal); Pederneiras: seção 168 (86ª Zona Eleitoral). Outras 33 urnas passam por testes de integridade Além das auditorias de autenticidade, a Justiça Eleitoral realiza neste domingo testes de integridade em outras 33 urnas eletrônicas, no Centro Cultural São Paulo e na Universidade Paulista (Unip), no Paraíso, na capital. Diferentemente do teste de autenticidade, que verifica os programas instalados nos equipamentos, o teste de integridade busca demonstrar que a urna registra corretamente os votos digitados. O procedimento ocorre durante o mesmo horário da votação oficial, em ambiente monitorado por câmeras. Na auditoria, votos previamente registrados em cédulas de papel são digitados nas urnas eletrônicas. Ao final, os resultados são comparados para verificar se a totalização feita pelo equipamento corresponde aos votos registrados em papel. As 33 urnas também foram escolhidas no sábado (24), véspera do segundo turno. O TRE-SP disponibiliza uma cartilha sobre as auditorias e uma página de perguntas e respostas para esclarecer como são realizados os procedimentos. Agora no g1
