Hemocentro de Ribeirão Preto mobiliza transporte de sangue raríssimo para salvar paciente em Santa Catarina
O Hemocentro de Ribeirão Preto (SP) enviou esta semana uma bolsa de sangue raríssimo para salvar uma paciente internada em Florianópolis (SC). A mulher, diagnosticada com anemia falciforme, não encontrava sangue compatível na rede local, o que mobilizou uma operação conjunta de busca e transporte entre os estados de São Paulo e Santa Catarina. O material coletado em Araçatuba (SP) e em Ribeirão Preto (SP) é compatível para uma entre 100 mil pessoas. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp 🔍 Anemia falciforme é uma doença genética e hereditária em que os glóbulos vermelhos do sangue alteram seu formato, dificultando a circulação e a oxigenação do organismo. Bolsas de sangue raríssimo são levadas do interior de São Paulo para ajudar paciente em Santa Catarina. Divulgação/Hemocentro de Ribeirão Preto (SP) 'Incidência é de uma a cada 100 mil pessoas' Para atender à emergência, o Hemocentro de Santa Catarina (Hemosc) recorreu ao Banco de Doadores de Sangue Raro. As buscas localizaram dois doadores com o perfil adequado no interior paulista: uma doadora em Araçatuba (SP) e outro em Ribeirão Preto. A coleta do sangue ocorreu na quinta-feira (22). A bolsa coletada em Araçatuba permaneceu armazenada até ser reunida com a unidade de Ribeirão Preto. A partir de então, as duas bolsas foram transportadas de carro até o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), de onde partiram de avião às 18h desta sexta-feira (23) com destino à capital catarinense. Gerente do laboratório de imunohematologia do Hemocentro de Ribeirão Preto, Ana Paula Zanelli explicou que a maioria dos procedimentos exige apenas a verificação padrão de compatibilidade, mas casos específicos demandam uma análise muito mais complexa. “Para a maioria dos pacientes, fazemos a tipagem ABO e Rh, o que é suficiente para encontrar sangue compatível. Porém, para alguns casos, precisamos fazer uma compatibilidade maior e testar outros grupos sanguíneos", disse. Segndo ela, todo caso já é considerado raro quanto tem uma incidência menor do que um para mil na população. "No caso dessas duas unidades que mandamos hoje para Santa Catarina, a incidência é de uma a cada 100 mil pessoas testadas para encontrarmos uma bolsa como essa. Neste caso, é bem mais raro”, afirmou Ana Paula. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
