Ex-candidata a vereadora, mulher trans é morta a tiros em AL
Paolla Paullyne Freitas Araújo de Alencar Vital Reprodução/Instagram Uma mulher trans de 34 anos, que foi candidata a vereadora em Coqueiro Seco nas eleições de 2024, foi morta a tiros na noite de quinta-feira (22), em Santa Luzia do Norte, na Região Metropolitana de Maceió. 📱 Participe do canal do g1 Alagoas A vítima foi identificada como Paolla Paullyne Freitas Araújo de Alencar Vital. A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) investiga o homicídio. Paolla disputou uma vaga na Câmara Municipal de Coqueiro Seco pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com o nome de urna Paolla Araújo. Ela recebeu 87 votos e ficou como suplente. Agora no g1 Nas redes sociais, Paolla se apresentava como "Paolla do CRAS" e destacava sua ligação com a comunidade. Durante a campanha eleitoral, ela afirmava que pretendia lutar pela igualdade social e pelos direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade. "Sou uma pessoa comum, igual a você, que acorda cedo para trabalhar e que conhece de perto as necessidades da comunidade", escreveu em uma publicação de campanha. O corpo de Paolla foi encontrado na Rua Tiradentes, próximo à Escola Municipal Professora Iolanda Romeiro Lopes, em frente a um local conhecido como "Beco Sem Saída". Segundo a Polícia Civil, a vítima apresentava pelo menos duas marcas de disparos de arma de fogo. De acordo com a Polícia Militar, uma equipe do 8º Batalhão foi acionada pela Guarda Municipal. Quando os policiais chegaram, a área já estava isolada. Segundo a Polícia Civil, Paolla havia morado em Santa Luzia do Norte e retornado recentemente ao município, após passar alguns meses fora Paolla Paullyne Freitas Araújo de Alencar Vital, de 34 anos, foi morta a tiros na noite de quinta-feira (22). Reprodução/Instagram Durante as investigações preliminares, a polícia recebeu relatos de que a vítima teria envolvimento com o tráfico de drogas na região. O local onde o corpo foi encontrado também é apontado pelos investigadores como uma área de comercialização de entorpecentes, sob influência de uma facção criminosa. A Polícia Civil apura um possível vínculo da vítima com essa organização. Até o momento, segundo a corporação, não foram identificados indícios de motivação política nem de que o assassinato tenha sido motivado por transfobia. Equipes da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal (IML) estiveram no local para realizar a perícia e recolher o corpo. A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do homicídio para esclarecer a motivação e identificar os responsáveis.
