Jovens denunciam que fotos íntimas foram vazadas e compartilhadas na web após deixarem celulares para venda, diz advogado
Mulheres denunciam vazamento de fotos íntimas após deixarem celulares em assistência Cinco jovens procuraram a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam) de Iporá, no oeste goiano, para denunciar que tiveram fotos íntimas vazadas após deixarem os celulares em dois comércios, que fazem a venda e troca dos aparelhos da cidade. Ao g1, o advogado Victor Hugo Neves Silva, que faz parte do escritório que está representando as vítimas, informou que as fotos chegaram a circular em grupos de mensagens. Como os nomes das empresas ou suspeitos não foram divulgados, o g1 não conseguiu contato com as defesas. Segundo apurado pela TV Anhanguera, uma das lojas publicou uma nota negando qualquer ligação com os vazamentos e afirmou que o caso está sob análise. A outra loja repudiou as acusações e pediu que as informações sejam apuradas com base em fatos e evidências. As denúncias foram formalizadas na quinta-feira (22). De acordo com Victor, as vítimas compraram um novo celular e deixaram os antigos na loja para que os dados fossem transferidos para o novo aparelho. A partir daí, o responsável pelo comércio pediu que elas fornecessem a senha do dispositivo para fazer o serviço. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Ainda segundo o advogado, a suspeita é de que, durante esse processo, os dois empresários se aproveitaram do acesso para extrair fotos e vídeos íntimos das jovens para outro dispositivo. Ele destacou que a forma como o conteúdo foi vazado para a internet ainda será investigada. "O ponto central do caso é a extração de imagens íntimas dos aparelhos das vítimas sem o conhecimento ou consentimento delas, bem como a posterior divulgação desse material, ocasionando graves violações à intimidade, à privacidade e à dignidade dessas mulheres", disse Victor. O advogado também pontuou que a circulação das imagens nas redes sociais torna o dano sofrido pelas vítimas ainda maior. "Após o vazamento, as imagens passaram a circular em grupos de mensagens, sendo compartilhadas por terceiros, o que ampliou significativamente os danos sofridos pelas vítimas". LEIA TAMBÉM: Sogra posta nudes de adolescente em grupos de WhatsApp por não aceitar namoro do filho, conclui polícia Jovem que teve fotos íntimas divulgadas em grupo de app de mensagens diz que não sabia que estava sendo gravada; vídeo Mãe e filho são condenados por matar estudante na porta da escola; vídeo mostra briga De acordo com o escritório, o número de vítimas pode ser ainda maior. Victor afirmou que a banca também vai buscar uma reparação dos danos sofridos pelas jovens e que está monitorando o compartilhamento ilegal do conteúdo. "Nosso escritório também está adotando as medidas judiciais cabíveis contra aqueles que continuam divulgando esse conteúdo, pois o compartilhamento não autorizado de imagens íntimas também pode configurar crime, independentemente de quem tenha realizado o vazamento inicial", destacou. Ao g1, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado e que o crime de divulgação de registros íntimos pode resultar em até 10 anos de reclusão. Vítima fala sobre fotos que foram extraídas de celular por comércio, em Goiás Reprodução/TV Anhanguera 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
