MP Eleitoral reforça pedido para que PF investigue deputado e blogueira por invasão na UFRR
PF investiga deputado e blogueira de direita por invasão e destruição de materiais na UFRR O Ministério Público Eleitoral (MPE) reforçou o pedido de investigação por parte da Polícia Federal (PF) no caso das invasões à Universidade Federal de Roraima (UFRR) envolvendo políticos em Boa Vista. O órgão pediu oficialmente o interrogatório de Marcinho Belota (PL) e Athally Albuquerque (Republicanos), além da apuração de cinco possíveis crimes cometidos no campus Paricarana. Entenda🔎: Na última sexta-feira (16), a invasão no bloco de Direito envolveu o deputado estadual e a blogueira de direita, que rasgaram panfletos de estudantes. Já no sábado (17), um outro grupo, suspeito de estar armado, entrou na instituição, interrompeu aulas, intimidou servidoras e também retirou cartazes. De acordo com o MPE, as condutas dos políticos e do grupo que invadiu o Centro de Ciências Humanas (CCH) no dia seguinte, podem configurar crimes. A lista inclui constrangimento ilegal, dano qualificado, perturbação do serviço público, possível porte ilegal de arma e usurpação de função pública (quando alguém age como autoridade de fiscalização sem ter o cargo para isso). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Para avançar nas investigações, o promotor de Justiça Eleitoral Marco Antônio Bordin pediu que a PF interrogue Belota, Athally e os homens envolvidos na segunda invasão, que já foram identificados pela Polícia Militar. Em nota, o deputado Marcinho Belota declarou estar "ansioso" pelo início das investigações. "Já que segundo ele [MPE] existiu destruição de panfletos, alguém fez. E se alguém fez é sinal que está assumindo a culpa de criar fake News", acrescentou o parlamentar em pronunciamento. Os agentes também devem recolher imagens das câmeras de segurança e ouvir estudantes, professores e servidores que presenciaram os atos. A reitoria da UFRR foi notificada pelo MPE. A universidade tem um prazo de cinco dias para explicar se havia autorização ou alguma regra interna que permitisse a distribuição e colagem dos panfletos feitos pelos alunos. O g1 solicitou um posicionamento à Universidade e aguarda resposta. O MPE destacou que, antes da ação dos políticos, a UFRR já havia negado um pedido para retirar o material, por entender que a divulgação respeitava a legislação eleitoral. Invasão na sexta-feira Ação aconteceu no bloco de Direito da Universidade Federal de Roraima Arquivo pessoal Na sexta-feira, Marcinho Belota e Athally entraram no Centro Acadêmico de Direito e rasgaram informativos feitos por universitários. Eles alegaram que os panfletos contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) eram "fake news". Em notas enviadas ao g1, o parlamentar e a blogueira negaram qualquer invasão e alegaram ter recebido orientação de um setor jurídico da universidade para verificar as denúncias no local. Suspeita de grupo armado no sábado Ocorrência envolveu um grupo de pessoas, policiais militares e servidores da UFRR, em Boa Vista. Reprodução/Redes sociais No dia seguinte, sábado, um segundo grupo com cerca de cinco pessoas entrou nos blocos de Direito e do Centro de Ciências Humanas (CCH). Eles interromperam aulas, hostilizaram servidores e arrancaram cartazes e uma bandeira de um movimento estudantil antifascista. Testemunhas relataram que integrantes desse grupo estariam armados, o que motivou o pedido do MPE para que a PF investigue a fundo o porte ilegal de armas no campus. À PM, os homens alegaram na ocasião que estavam na universidade para "fiscalizar propaganda político-partidária". Devido às invasões, a UFRR repudiou os atos, classificados como intimidação e violência. Para proteger a comunidade acadêmica, a instituição solicitou reforço na segurança por parte da própria PF, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Força Nacional. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
