Dakila Pesquisas desenvolvem monumento em MS
Monumento escalonado e edificações em cúpula na Cidade Zigurats, em Corguinho (MS) Crédito: Dakila Pesquisas. Dakila Pesquisas desenvolve na Cidade Zigurats, em Corguinho (MS), o que chama de primeiro monumento escalonado do Brasil. A estrutura tem 63 metros de base e 63 metros de altura e faz parte de um projeto mais amplo: transformar Zigurats em um ambiente dedicado à pesquisa, à inovação, ao turismo e à sustentabilidade. Como nasceu o projeto A ideia surgiu das pesquisas do grupo sobre construções escalonadas espalhadas pelo mundo. A obra começou em janeiro de 2018, com recursos próprios e o apoio de associados e investidores. O desenho lembra a pirâmide de Djoser, em Saqqara, no Egito, uma das referências citadas em reportagens sobre o local. Segundo Urandir, o formato em degraus não seria apenas um traço estético. Ele descreve essas construções como grandes máquinas quânticas, em que a forma escalonada funcionaria como tecnologia de ressonância. Conceitos usados na construção De acordo com a associação, o projeto leva em conta cálculos matemáticos, o posicionamento topográfico, malhas magnéticas e o alinhamento com constelações. A escolha do lugar também tem justificativa própria: Zigurats fica na latitude 19 graus sul, região que o grupo considera de grande relevância energética. Do ponto de vista prático, a estrutura foi pensada como um espaço de uso variado. O plano prevê museu, cinema, centro de convenções, lojas e salas temáticas, além de uma biblioteca voltada a estudos sobre energia, campos eletromagnéticos e conhecimento quântico. Zigurats vai além do monumento O monumento é o símbolo mais visível, mas Zigurats reúne uma estrutura bem maior. A cidade fica a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande e é sede do Ecossistema Dakila. O projeto urbano prevê 1.028 lotes residenciais, com casas de formato arredondado, em caixa ou piramidal, pensadas para isolamento térmico, segurança e equilíbrio energético. O traçado inclui oito avenidas alinhadas aos pontos cardeais, que convergem para uma rotatória com rosa dos ventos. Entre os espaços já construídos aparecem um auditório para 500 pessoas, campo de futebol, comércio, pousadas e restaurantes, além de trilhas em mata nativa. Outro destaque é a Akasa, a maior estrutura em formato de cúpula, usada em atividades de pesquisa e de turismo. Vista aérea de obra em andamento na Cidade Zigurats Crédito: Dakila Pesquisas. Pesquisa, tecnologia e sustentabilidade A área de pesquisa concentra parte importante da proposta. O Centro Tecnológico Zigurats acompanha fenômenos como abalos sísmicos, clima e dados astronômicos, e a cidade abriga o primeiro observatório astronômico do estado. As linhas de estudo passam por neurociência, nutrição, sustentabilidade e temas ligados à ufologia. Na sustentabilidade, a cidade informa ter abastecimento próprio de água, captada do Aquífero Guarani, além de saneamento básico, produção de energia e geração de alimentos. A produção orgânica é uma das frentes do projeto, que busca funcionar de forma independente. A ideia é que moradores e visitantes convivam com soluções de baixo impacto e com a pesquisa aplicada, do saneamento à alimentação. Turismo de conhecimento O turismo é outra frente. A cidade recebe cerca de 3.000 visitantes por mês em atividades de campo voltadas ao autoconhecimento e à pesquisa prática, além de palestras e visitas aos monumentos. A proposta é atrair pessoas interessadas em ciência, tecnologia e novas ideias, e não apenas em paisagem. Os roteiros combinam caminhadas, contato com a natureza e conversas com pesquisadores da associação. O passeio inclui a Akasa, as construções em cúpula e o monumento escalonado, cercados pelas serras da região. Quem quiser saber mais pode consultar o site de Dakila Pesquisas, que reúne notícias e informações sobre os projetos. O que esperar daqui para frente Com o monumento em andamento e a infraestrutura em expansão, a associação pretende consolidar Zigurats como polo de pesquisa e de inovação no interior de Mato Grosso do Sul.
