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Professor Bira, geógrafo e educador do IFBA, morre aos 51 anos em Salvador

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O professor e geógrafo Ubiraci Carlúcio dos Santos, conhecido como professor Bira, morreu na manhã desta terça-feira (20), aos 51 anos, em Salvador. A informação foi confirmada à produção da TV Bahia pela família, que optou por não divulgar a causa da morte. Natural da capital baiana, Bira era formado em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), mestre em Educação pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA). Com mais de 20 anos de experiência em sala de aula, ele lecionou em pelo menos 40 instituições das redes pública e privada, em Salvador e no interior do estado. Também ministrava palestras em escolas públicas, organizações não governamentais, associações e sindicatos, com discussões sobre a realidade social brasileira. O educador também participou de diversas reportagens da TV Bahia. Uma das participações mais recentes foi exibida em 13 de maio de 2026, em uma reportagem sobre a Conjuração Baiana. Valorização do patrimônio Em nota, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) lamentou a morte do professor e destacou a contribuição dele para a educação patrimonial em Salvador. Desde 2024, Bira participava do Circuito Reconectar, iniciativa da Prefeitura de Salvador voltada à valorização do patrimônio histórico e cultural da cidade. No projeto, ele contribuiu para a formação de guias turísticos, professores e estudantes da rede municipal de ensino. O trabalho reunia conhecimentos de Geografia, História e patrimônio a partir de perspectivas decoloniais e antirracistas. Em agosto deste ano, o professor também participou da 7ª Jornada do Patrimônio Cultural, com uma aula a bordo de uma escuna pela Baía de Todos-os-Santos. O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, destacou a generosidade do educador e o compromisso dele com a valorização da história. Já o diretor de Patrimônio Cultural da fundação, Vagner Rocha, ressaltou a contribuição de Bira para a educação patrimonial e para a construção de um olhar mais crítico sobre Salvador. Até a última atualização desta reportagem, a família não havia divulgado informações sobre o velório e o sepultamento.

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