Oposição venezuelana reafirma liderança política de María Corina Machado
María Corina Machado, opositora do regime de Nicolás Maduro e vencedora do Nobel da Paz 2025, fala em coletiva de imprensa em Oslo, na Noruega, em 11 de dezembro de 2025. REUTERS/Leonhard Foeger A oposição venezuelana apresentou, neste domingo (18), um "Grande Acordo Nacional" que confirma a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado como sua líder. O anúncio ocorre em um momento em que uma facção da oposição negocia com o governo interino uma transição democrática no país. Os membros da Plataforma Unitária concordaram em "ratificar o mandato de mudança política expresso pelos venezuelanos por meio de seu voto, e reconhecer e apoiar a liderança de María Corina Machado", que se encontra exilada no Panamá, segundo o documento final apresentado ao término de uma reunião em Caracas. "Vamos avançar agora em uma das iniciativas que, para mim, é das mais poderosas, potentes e necessárias, e que será reconhecida pelo mundo, que é o nosso grande acordo para a reconstrução da República. Um grande acordo nacional", disse Machado em um vídeo transmitido no ato. Os representantes políticos apresentaram 14 propostas para a redemocratização do país, assim como a implementação de um roteiro para eleições gerais. Acordaram impulsionar estratégias de transição com atores nacionais e internacionais para facilitar negociações políticas e a reinstitucionalização do Estado. Os membros também concordaram em "exigir a libertação total e incondicional dos presos políticos, o retorno dos exilados, o fim da repressão política (...), a anulação das inabilitações e dos procedimentos administrativos contra organizações políticas, e a promoção de políticas para proteger os direitos humanos". A Plataforma considera necessário "apoiar o roteiro democrático para alcançar um processo ordenado e pacífico que permita negociações efetivas e a realização de eleições livres, competitivas e verificáveis", sem, contudo, definir uma data. O Vente Venezuela, partido de Machado, exige eleições em 2027 e um calendário eleitoral.
