Justiça converte em preventiva prisão de suspeita de matar homem com espingarda de pressão em Santarém
Justiça converte em preventiva prisão de suspeita de matar homem com espingarda de pressão em Santarém Keila Farias/ Portal Encontro das Águas A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Alana Késsia Figueira Santos, suspeita de matar Luiz Kleber Macambira Mota, de 44 anos, com um disparo de espingarda de pressão, na noite de domingo (11), em Santarém, no oeste do Pará. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (12), durante audiência de custódia. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O homicídio aconteceu na rodovia Fernando Guilhon, no bairro Santarenzinho. A vítima foi atingida na região do peito e morreu ainda no local, apesar das tentativas de reanimação realizadas por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na decisão, o juiz Manuel Carlos de Jesus Maria homologou a prisão em flagrante e determinou a conversão em preventiva. Conforme o documento, a medida foi considerada necessária para garantir a ordem pública e assegurar a instrução do processo. A decisão também aponta que há indícios de autoria e elementos relacionados à materialidade do crime. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do homicídio. Suspeita confessou o crime, diz delegado Em entrevista ao repórter Bena Santana, o delegado Kléber Pascoal informou que a Polícia Civil recebeu a suspeita após ela ser apresentada pela Polícia Militar. Segundo ele, as primeiras informações levantadas durante a investigação apontaram que o disparo teria partido de dentro da residência. De acordo com o delegado, Alana negou inicialmente participação no crime, mas acabou confessando durante o interrogatório e apresentou a arma utilizada. Sobre a justificativa para o disparo, o delegado relatou que a suspeita alegou que pessoas estariam em frente à residência e tentariam invadir o imóvel. Ela também teria afirmado que o grupo consumia drogas. “Pelo que consta lá, não é bem assim”, afirmou Kléber Pascoal, ao comentar a versão apresentada pela suspeita. O delegado disse que as circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas pela investigação. Quais as diferenças entre a prisão temporária e a preventiva? Discussão antes do disparo Conforme informações divulgadas anteriormente, Luiz Kleber estava na calçada, acompanhado da companheira, quando a moradora teria pedido que o casal e outras pessoas saíssem da frente da residência. Segundo o relato da companheira da vítima, após a discussão, a suspeita teria efetuado o disparo que atingiu o homem. A versão apresentada inicialmente pela suspeita à Polícia Militar era de que o grupo teria retornado ao local e apedrejado a residência. Ela alegou que reagiu à situação. A arma apontada como utilizada no homicídio é uma espingarda de pressão do tipo Nitro, que utiliza gás pressurizado para lançar projéteis de chumbo. Ao g1 a defesa de Alana Késsia informou que, nesse momento, só irá se manifestar nos autos da investigação. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
