Polícia francesa recupera quadros de Renoir roubados em Setembro
Dois quadros roubados no mês passado do Museu Renoir, de Cagnes-sur-Mer, em França, foram recuperados e várias pessoas detidas, confirmou hoje o presidente da câmara local. No dia 8 de Setembro, dois homens puseram-se em fuga depois de roubarem quatro obras de arte daquele museu na Côte d'Azur, entre Cannes e Nice, mas acabaram a abandonar duas das peças. O presidente da câmara de Cagnes-sur-Mer, Bryan Masson, disse que as obras roubadas do museu-atelier foram avaliadas em nove milhões de euros. Criado em 1960, o Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, perto de Nice, está instalado na última residência do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir (1841-1919). Além do mobiliário original, o museu expõe objetos que pertenceram a Renoir — incluindo o cavalete e a cadeira de rodas —, bem como retratos e paisagens pintados pelo artista. O roubo em Cagnes-sur-Mer ocorreu quase um ano depois do assalto de grande impacto no Louvre, o museu mais visitado do mundo, no centro de Paris. Em poucos minutos, oito joias da Coroa de França desapareceram, incluindo o diadema da Imperatriz Eugénia, recuperado mais tarde bastante danificado. O prejuízo foi estimado em 88 milhões de euros, segundo o museu do Louvre. Desde então, o Ministério da Cultura francês transformou a segurança dos museus numa prioridade. No final de julho, um colar de ouro pertencente ao Tesouro de Vix — datado da época celta e enterrado há 2500 anos na Borgonha, leste de França — foi roubado em plena manhã de um museu em Châtillon-sur-Seine, local que já tinha sido alvo de duas tentativas de roubo. No início de julho, a norte de Estrasburgo (leste), ladrões levaram também peças de joalharia do Museu Lalique, em Wingen-sur-Moder. O prejuízo estimado foi superior a 4,5 milhões de euros. Num plano de 33 medidas divulgado em Julho, o Ministério da Cultura recomendou, entre outras ações, a retirada temporária de determinadas peças dos expositores dos museus. Foto: depositphotos
