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Engenheiro acusado de matar esposa e esfaquear filha em MT é transferido para unidade pública

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Câmeras registram antes e depois de assassinato de mulher em Mato Grosso O engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, acusado de matar a esposa, Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, em junho de 2025, em Lucas do Rio Verde (MT), foi transferido de uma clínica psiquiátrica particular para o Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho, em Cuiabá. A transferência ocorreu após a abertura de uma vaga na unidade pública, onde ele deve permanecer internado, conforme informou o assistente de acusação, o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que atua junto ao caso. O g1 tenta localizar a defesa do engenheiro. Daniel estava no Centro de Reabilitação Psicossocial de Cuiabá (Creap) após um laudo da Perícia Oficial apontar que ele poderia ser considerado inimputável no momento do crime. A avaliação indica que a condição mental dele na época dos fatos deve ser considerada no processo judicial. Em vídeo publicado nas redes sociais, o advogado afirmou que, junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), anexou ao processo gravações divulgadas no mês passado. Entre os materiais estão imagens de câmeras de segurança da casa da família, registradas nos dias anteriores ao crime e no dia em que ele ocorreu. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Custo da internação O que tem na clínica onde está engenheiro acusado de matar esposa e esfaquear a filha O Creap é uma unidade particular e, segundo a instituição, foi o primeiro centro de reabilitação psiquiátrica de Mato Grosso. O local oferece atendimento médico e acompanhamento de uma equipe multidisciplinar aos pacientes internados. Um recibo do Estado referente ao contrato com a clínica particular indica que o documento foi calculado em 25 de agosto e tem validade até 23 de dezembro de 2026. O valor estipulado para o período é de R$ 203,4 mil. Família contesta laudo Desde o crime, Daniel está preso, mas devido ao exame, foi levado para uma clínica de recuperação. A conclusão, porém, é questionada pelo Ministério Público e pela família da vítima. Segundo o advogado, o primeiro laudo teve a homologação anulada e um novo exame foi realizado por três peritos. A Justiça ainda deverá analisar os resultados para decidir se Daniel pode ou não ser considerado inimputável. O Creap é uma unidade particular e, segundo a instituição, foi o primeiro centro de reabilitação psiquiátrica de Mato Grosso. Reprodução Entenda o caso Na manhã de 24 de junho de 2025, data do assassinato, as câmeras mostram Daniel andando pela residência. Pouco depois, ele vai até a cozinha e pega uma faca. Gleici e a filha, de 7 anos, estavam dormindo quando foram atacadas. As imagens divulgadas mostram ainda o momento em que ele retorna do quarto com sangue nas mãos e nos braços. Conforme informações do processo, Gleici sofreu cerca de 16 golpes. As gravações, feitas nos dias anteriores ao assassinato, mostram discussões entre Gleici e Daniel. De acordo com o advogado, os conflitos envolviam questões financeiras e bens do casal. Segundo o advogado da família, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar Gleici e a filha. Uma mensagem enviada pela irmã do suspeito para Gleici também aparece no vídeo. No texto, a cunhada orienta a vítima a esconder as facas. O advogado da família também afirma que Daniel tinha uma consulta com um psiquiatra marcada para às 15h daquele mesmo dia. Segundo ele, o homem havia aceitado comparecer ao atendimento, mas, às 6h55, atacou a mulher e a filha. A filha do casal sobreviveu após passar 22 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Momentos registrados pela câmera da casa antes e depois do ocorrido Reprodução

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