Maior hospital público de MS é investigado por estoque zerado de remédios contra câncer
MPMS apura falta de medicamentos que pode afetar sessões de quimioterapia HRMS O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu um inquérito civil para investigar a falta de medicamentos usados no tratamento contra o câncer no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. A apuração começou após denúncias de possíveis falhas no atendimento, incluindo relatos de sessões de quimioterapia suspensas ou adiadas por falta de remédios e insumos. Durante a investigação, o Ministério Público analisou informações fornecidas pelo hospital e realizou uma vistoria técnica na unidade. Na inspeção, foram encontrados medicamentos oncológicos com estoque zerado e outros com quantidades reduzidas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Agora no g1 O levantamento também identificou que havia processos de compra e reposição dos medicamentos em andamento. Segundo o MPMS, apesar das providências adotadas para regularizar o abastecimento, ainda é necessário verificar se as medidas serão suficientes para evitar novos episódios de falta de medicamentos e garantir a continuidade do tratamento dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Hospital terá que prestar informações Com a abertura do inquérito, o Ministério Público solicitou ao Hospital Regional informações atualizadas sobre a quantidade de medicamentos disponíveis, os processos de compra em andamento e os possíveis impactos da falta de remédios no atendimento aos pacientes. O hospital também deverá informar quais medidas foram adotadas para evitar que o problema se repita. Uma reunião de trabalho foi marcada com representantes do HRMS e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para discutir soluções e acompanhar a situação do abastecimento. A investigação é conduzida pela 32ª Promotoria de Justiça, com apoio do Núcleo de Apoio Especial à Saúde (Naes), do MPMS. O objetivo é verificar se o fornecimento dos medicamentos está sendo regularizado e se os pacientes conseguem manter seus tratamentos sem novas interrupções. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
