Condenada por 7 assassinatos em caso Charles Manson pode deixar prisão após 56 anos
Patricia Krenwinkel AFP Patricia Krenwinkel, condenada por e uma das integrantes mais conhecidas da Família Manson, recebeu nesta semana uma autorização para obter liberdade condicional nos Estados Unidos. Caso a decisão seja mantida pelo conselho estadual responsável pelas liberações e pelo governador da Califórnia, ela poderá deixar a prisão após 56 anos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na última terça-feira (6), Krenwinkel recebeu o aval durante sua 18ª audiência para avaliar a possibilidade de liberdade condicional, segundo o Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia. A decisão ainda não é definitiva e passará por uma revisão do Conselho de Audiências de Liberdade Condicional. Caso seja mantida, a decisão se tornará definitiva após 120 dias e será enviada ao governador da Califórnia, Gavin Newsom. Ele terá 30 dias para decidir se mantém ou revoga a medida. Segundo o jornal "Los Angeles Times", promotores do estado já disseram que vão pedir ao governo que mantenha a mulher presa. É a terceira vez que Krenwinkel recebe autorização para liberdade condicional. Nas duas ocasiões anteriores, os governadores da Califórnia impediram sua saída. Em outubro de 2025, Newsom rejeitou uma decisão favorável à libertação e afirmou que os avanços feitos por Krenwinkel durante a prisão não eram suficientes para afastar o risco que ela poderia representar à sociedade. Conheça Charles Manson, um dos mais macabros assassinos do século XX Krenwinkel foi condenada em 1971 por participar de sete assassinatos. Entre as vítimas estavam: A atriz Sharon Tate, que estava grávida de sete meses; O cabeleireiro Jay Sebring; A herdeira Abigail Folger; O roteirista Wojciech Frykowski; O comerciante Steven Earl Parent; O empresário Leno LaBianca e de sua mulher, Rosemary. Os crimes aconteceram em agosto de 1969 e transformaram Charles Manson e seus seguidores em alguns dos criminosos mais conhecidos dos Estados Unidos. Krenwinkel tinha 21 anos na época. Ela estava entre os integrantes do grupo que invadiram a casa de Tate e do diretor Roman Polanski, em Los Angeles. Krenwinkel foi inicialmente condenada à morte. A pena foi transformada em prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional depois que a pena de morte foi declarada inconstitucional na Califórnia, em 1972. Ela está presa no California Institution for Women, na cidade de Corona. Outros integrantes da Família Manson continuam presos. Charles "Tex" Watson e Robert Beausoleil estão no sistema penitenciário da Califórnia. Manson e Susan Atkins morreram na prisão. Leslie Van Houten conseguiu liberdade condicional e deixou a prisão em 2023, após uma decisão anterior ter sido revertida por um tribunal de apelação. A família de Sharon Tate se opõe à libertação de Krenwinkel. Debra Tate, irmã da atriz, é uma das principais vozes contrárias à concessão da liberdade condicional. Krenwinkel não participou da audiência de terça-feira (6). Em uma audiência anterior, seu advogado afirmou que ela havia sofrido abusos de Manson ou de outra pessoa na época dos crimes.
