Einstein Hospital Israelita é alvo de ataque cibernético e dados de pacientes são acessados; PF investiga
PF cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão temporária após ataque ao sistema do Einstein Hospital Israelita Divulgação/PF O Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, foi alvo de um ataque cibernético que resultou no acesso e na extração de parte da base de dados de pacientes. O caso ocorreu em agosto deste ano, mas veio a público nesta quarta-feira (7) quando a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar a atuação do grupo responsável pelo ataque. Na ação, foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária em Joinville (SC). As medidas foram expedidas pela Vara Regional das Garantias de São Paulo. Segundo a Polícia Federal, a investigação começou após o Einstein comunicar à corporação que havia sido vítima de um ataque cibernético que resultou na extração de dados sensíveis. De posse das informações, os suspeitos teriam passado a exigir pagamento. "Os fatos investigados podem caracterizar os crimes de invasão de dispositivo informático e extorsão, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações", divulgou a Polícia Federal. Segundo fontes ligadas à investigação, o material apreendido será analisado para confirmar as suspeitas de envolvimento do homem preso temporariamente. Hospital diz que não identificou divulgação ou uso indevido dos dados Ao g1, o Einstein disse que, diante da suspeita de um incidente no dia 4 de agosto, adotou imediatamente medidas técnicas e operacionais para confirmar o acesso não autorizado e garantir que a assistência prestada aos pacientes, a segurança dos atendimentos e a continuidade das operações não tivessem qualquer impacto. Segundo o hospital, as plataformas do Einstein e os sistemas de prontuário eletrônico continuaram operando normalmente. "Não foram identificadas quaisquer evidências de que os dados tenham sido divulgados ou utilizados de maneira imprópria e ações foram tomadas com o objetivo de reduzir estes riscos. O monitoramento permanece ativo e será mantido de forma contínua", afirmou a instituição. Fachada do Hospital Israelita Albert Einstein, no bairro do Morumbi, Zona Sul de São Paulo. Divulgação Conforme o Einstein, o incidente segue em processo de apuração, com o apoio de peritos independentes e consultorias especializadas em segurança da informação e resposta a incidentes cibernéticos. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi comunicada, em conformidade com a legislação vigente. O caso também foi formalmente levado à Polícia Federal. Os pacientes afetados estão sendo comunicados individualmente por e-mail. Os trabalhos estão, agora, concentrados na identificação e na caracterização dos dados acessados, que estão armazenados de forma fragmentada e em bases de informação descentralizadas. Ainda de acordo com o hospital, parte relevante desse volume corresponde a documentos avulsos, muitos deles sem possibilidade de identificação. As informações são de natureza pessoal, com registros cadastrais que incluem nome, CPF e/ou data de nascimento. Os dados também podem conter informações de saúde, como prescrições médicas e resultados de exames. "O tema está sendo tratado com a máxima prioridade, tendo como principal preocupação o apoio aos pacientes afetados e a revisão contínua dos mecanismos de proteção de dados e de segurança da informação. Uma estrutura foi montada para atender e tirar dúvidas dos titulares que tiveram seus dados acessados indevidamente e que estão recebendo a comunicação por e-mail", ressaltou o hospital. O Einstein finalizou: "O Einstein lamenta o ocorrido e reforça que seu bem mais valioso é a confiança que seus pacientes depositam na organização". Agora no g1
