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Nexa paralisa operações em Juiz de Fora após moradores denunciarem emissão de fumaça

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'Nuvem de fumaça' de fábrica preocupa moradores de Juiz de Fora As operações da Nexa, em Juiz de Fora, foram paralisadas temporariamente após moradores do bairro Igrejinha demonstrarem preocupação com a emissão de fumaça na unidade da empresa. Na última semana, o g1 recebeu vídeos que mostram uma "nuvem" formada sobre as casas da região. Motorista fica ferido após ônibus escolar cair de ré em rio em Cipotânea. Crédito: Flagrantebq De acordo com a assessoria da empresa, a causa do problema foi identificada e providências estão sendo tomadas para a retomada das atividades. "A empresa está finalizando as manutenções para a retomada gradual da operação e mantém contato com os representantes da comunidade para atualizar as informações e acompanhar esse processo." ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Na segunda-feira (2), moradores do bairro e representantes da empresa se reuniram para discutir a situação. "Eles pararam a planta por conta da nossa reivindicação. Falaram que estão melhorando os equipamentos para voltar a funcionar e, daqui 10 ou 15 dias, fazemos uma nova reunião para os moradores relatarem se o nível de poluição reduziu", diz o comerciante e químico Samuel Moreira de Carvalho, um dos moradores que participou da reunião. Segundo a Nexa, durante a reunião, "foram apresentadas atualizações sobre o cenário das emissões atmosféricas e informado que a causa raiz do problema foi identificada". Não foram informados detalhes técnicos sobre a causa identificada, os equipamentos que serão substituídos ou reparados e os parâmetros de emissão registrados antes das intervenções. Emissão de fumaça na empresa Nexa Contribuição do leitor Moradores temem que fumaça da Nexa seja tóxica A preocupação com a possibilidade de que a fumaça seja tóxica e a frequência dos episódios de emissão motivaram as queixas dos moradores e reuniões com representantes da Nexa. O comerciante e químico Samuel Moreira de Carvalho, um dos moradores que participou da reunião.diz que questionou a empresa sobre a composição do material liberado e relatou o receio de que o conteúdo seja dióxido de enxofre (SO₂). Uma moradora, que preferiu não se identificar, relatou ao g1 que sentiu piora da saúde por conta da situação. Segundo ela, irritação nos olhos e problemas respiratórios tornaram-se frequentes. "É uma reclamação comum na vizinhança", destaca. Um dos entrevistados afirma que uma familiar com diagnóstico de asma e bronquite se mudou do bairro. "Quando morava aqui, precisou entrar na Justiça para conseguir o remédio para o tratamento. Agora, morando em outro lugar, não precisa mais da medicação." Outros problemas também foram relatados, como supostos danos a veículos, estruturas metálicas e plantações. Também foram citados pelos moradores casos de animais que teriam sido afetados pela poluição. Nexa afirma que operações serão retomadas com acompanhamento Sobre as queixas dos moradores, a Nexa afirmou que "lamenta os transtornos percebidos pela comunidade e segue atuando com prioridade para restabelecer as condições habituais de operação, com acompanhamento contínuo das medidas implementadas". Também destacou que "não responde à nenhuma ação judicial relacionada a queixas de doenças de moradores ou morte de animais decorrentes da operação em Juiz de Fora". O texto diz que "a companhia reafirma seu compromisso com a segurança, o meio ambiente, a transparência e o relacionamento responsável com a comunidade de Juiz de Fora e permanece à disposição para os esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários". LEIA TAMBÉM: Hospital Therezinha de Jesus restringe atendimentos por atraso de R$ 16,4 milhões em repasses Pomar em via pública: idoso de 78 anos planta 150 árvores em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata

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