Funerária é condenada a pagar indenização após caixão cair na rua, em Anápolis
4º Juizado Especial Cível de Anápolis, localizado na Faculdade Raízes Reprodução/Google Street View Uma funerária de Anápolis foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais ao filho de um homem após o caixão cair do veículo funerário durante o transporte para o velório. Segundo a defesa da família, o impacto causou danos à estrutura da urna funerária e atrasou a despedida. O corpo precisou retornar à clínica funerária, onde foi acomodado novamente e colocado em outro caixão. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O g1 entrou em contato com a Primafe Assistência Familiar Ltda., conhecida como Primavera Fênix, mas a empresa não respondeu aos questionamentos até a publicação desta reportagem. O caso aconteceu em 2 de julho de 2026. A empresa havia sido contratada para realizar os serviços funerários e, durante o transporte do corpo até o local do velório, funcionários perderam o controle do esquife, que caiu no chão. A ação foi movida pelo filho do homem, representado pelo advogado Lucas de Carvalho Benitez, que atua na área de Direito do Consumidor. Inicialmente, a família pediu R$ 20 mil em indenização por danos morais, mas a Justiça fixou o valor em R$ 5 mil. A decisão ainda cabe recurso. Agora no g1 Ao g1, o advogado afirmou que, embora o valor da indenização não represente toda a dimensão do sofrimento vivido pela família, a condenação reconheceu que os direitos dos familiares foram violados. “Houve o reconhecimento de que aquilo não era uma situação normal ou um mero transtorno. A família buscou a Justiça porque entendeu que seus direitos haviam sido violados, e esse reconhecimento é importante. Muitas vezes, buscar a reparação é também uma forma de fazer com que situações como essa não sejam tratadas como algo aceitável”, disse. Decisão da Justiça Na decisão, o juiz Glauco Antônio de Araújo, do 4º Juizado Especial Cível da Comarca de Anápolis, considerou configurada a falha na prestação do serviço. Segundo a sentença, a funerária não compareceu à audiência de conciliação e não apresentou defesa nos autos.
