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3 anos dos atentados do Hamas: homenagens se misturam a cobranças por possíveis falhas na segurança

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Israel lembra os três anos dos atentados do Hamas Israel lembrou nesta quarta-feira (7) os três anos dos atentados terroristas do Hamas que mataram 1,2 mil pessoas. A sirene calou Tel Aviv por alguns momentos. Famílias se reuniram no kibbutz de Kfar Aza e fizeram uma vigília no lugar do festival de música eletrônica atacado pelo Hamas. Na praia, os pais caminharam entre imagens que representavam as vítimas. Naquele dia, os terroristas mataram 1,2 mil pessoas e levaram 251 reféns para Gaza. Em hebraico, uma frase define a instalação: “O preço do fracasso”. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Três anos depois daquele 7 de outubro, Israel lembra os mortos, dividido sobre quem deve responder pelas falhas que antecederam o ataque. E, desta vez, a cobrança tem data para chegar às urnas. Daqui a 20 dias, os israelenses vão votar pela primeira vez desde o atentado terrorista do Hamas. Gadi Eisenkot hoje está do outro lado. Ex-chefe do Estado-Maior, agora é o principal adversário de Benjamin Netanyahu nestas eleições. Já acusou o primeiro-ministro de ter recebido e ignorado alertas antes do ataque. Netanyahu rejeita a responsabilidade pela falha de segurança e resistiu aos pedidos de uma investigação independente. Em frente ao Parlamento, em Jerusalém, manifestantes cobraram respostas. “Ainda estamos tentando nos recuperar. Queremos que uma grande mudança aconteça nestas eleições” - ela é mãe de seis filhos que estão nas Forças Armadas. 3 anos dos atentados do Hamas: homenagens se misturam a cobranças por possíveis falhas na segurança Jornal Nacional/ Reprodução À noite, um dos reféns libertados liderou uma cerimônia em Tel Aviv e lembrou das crianças que, durante o ataque, se esconderam e prenderam a respiração para não serem encontradas pelos terroristas. No deserto em que se transformou Gaza, a ofensiva israelense lançada depois do ataque do Hamas resultou na morte de 74 mil palestinos em três anos, segundo as autoridades de saúde locais, controladas pelo Hamas. Akram Abu Jarad, de 60 anos, está sem casa, dorme na areia e passa cinco horas por dia esperando por água. “Não estamos vivendo. Estamos mortos em Gaza”, diz. Fora do Oriente Médio, o 7 de Outubro também levou às ruas as divisões sobre a guerra. Em Londres, manifestantes pró-palestinos marcharam pelo Centro da cidade. Manifestantes pró-Israel tentaram interromper o protesto. A polícia separou os dois grupos. “Há 365 dias no ano. Eles podem protestar em 364. Por que justamente hoje?”. Na Itália, o presidente Sergio Mattarella disse que o terrorismo jamais pode ser justificado. Mas classificou como “intoleráveis” as perdas humanas e a destruição causadas pelas operações militares israelenses em Gaza. Mattarella voltou a defender a solução com dois Estados lado a lado. O presidente francês, Emmanuel Macron, lembrou os 51 franceses mortos no ataque e reafirmou o combate ao terrorismo e ao antissemitismo. Na Casa Branca, Donald Trump disse que aquele foi um dia horrível e que o outro lado está pagando um preço alto pelo o que fez. Em Berlim, o Portão de Brandemburgo se iluminou pelas vítimas do pior atentado terrorista da história de Israel. No Rio de Janeiro, na Praia de Ipanema, 400 fotos lembravam os mortos no festival de música. Entre eles, três brasileiros. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Israel relembra as vítimas do ataque terrorista de 7 de Outubro Ato em Ipanema lembra vítimas de ataque terrorista a Israel, que completa três anos

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