Doença de pele: saiba como identificar os primeiros sinais em cães e gatos
Doenças de pele em cães e gatos exigem atenção dos tutores com primeiros sinais Coceira, vermelhidão e falhas no pelo podem ser sinais de que alguma coisa não vai bem com a saúde do seu pet. Cães e gatos também sofrem com problemas de pele, como alergias e dermatites, que podem ser tratadas facilmente ou evoluir para algo mais sério. A estimativa é de que, hoje, de 20% a 30% dos cães urbanos do mundo tenham dermatite atópica, de acordo com o Comitê Internacional de Doenças Alérgicas em Animais. Os sintomas, na maioria das vezes, começam de maneira sutil, podendo evoluir para lesões graves, que comprometem a qualidade de vida do animal. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Nesses casos é fundamental identificar a causa e buscar um tratamento adequado para garantir a saúde e bem-estar aos bichinhos. Silvia Hernandes, veterinária especializada em dermatologia, dá dicas de cuidado com a pele dos pets Reprodução/TV TEM Para ajudar os tutores a identificar o problema logo no início, a TV TEM reuniu as principais orientações da médica veterinária especialista em dermatologia animal Silvia Hernandes de Paula, e relatos de quem aprendeu a lidar com a condição no dia a dia. Atenção aos primeiros sinais Veterinária alerta sobre a importância de ficar atento aos sinais de alergia em cães e gatos Reprodução/TV TEM As reações alérgicas costumam dar sinais sutis antes de evoluírem para feridas abertas. Fique de olho se o seu pet apresentar: Coceira insistente: O animal se coça com as patas, roça o corpo nos móveis ou se morde com frequência; Vermelhidão e bolinhas: A pele (especialmente na barriga, patas ou dobras) fica avermelhada ou com pequenas erupções; Queda de pelo em tufos: Falhas na pelagem ou queda acentuada em regiões específicas, como ao redor dos olhos e no focinho; Odor forte ou secreção: Mau cheiro atípico na pele ou presença de secreções nas feridas; Mudança de comportamento: O incômodo constante pode afetar a rotina do bichinho, atrapalhando a alimentação, o sono e as brincadeiras. A cadela Petúnia passou por tratamento dermatológico e melhorou sua qualidade de vida Reprodução/TV TEM "Ela fica com bastante coceira, precisa utilizar colar e não para de se morder, chega a sangrar. A pele forma feridas e fica aberta", relata a tutora Regina Cazonato, sobre as crises da cadela Petúnia, resgatada das ruas há oito anos. Entenda os principais tipos de alergia em cães Conhecer as causas ajuda a entender por que o diagnóstico precisa ser preciso: Cães são afetados por três principais tipos de alergia Reprodução/TV TEM Dermatite Alérgica a Picada de Ectoparasitos (DAPE): Causada pela picada de pulgas ou carrapatos. É facilmente controlada com o uso regular de antipulgas e medicação preventiva recomendada pelo veterinário; Alergia Alimentar: Ocorre quando o organismo reage a algum componente da dieta (geralmente proteínas). Segundo a especialista, é uma condição mais rara de acontecer de forma isolada; Dermatite Atópica: É uma reação alérgica a substâncias do ambiente (como poeira, pólen ou ácaros). É a forma de alergia que mais cresce entre os pets urbanos. Cuidado: sintomas parecidos podem indicar outras doenças Veterinária explica a importância de um diagnóstico para doenças de pele Reprodução/TV TEM Buscar a avaliação de um veterinário é indispensável, pois doenças de origens completamente diferentes podem apresentar os mesmos sintomas de uma alergia. A cadelinha Fumaça, de apenas seis meses, começou a perder tufos de pelo no rosto e a se coçar bastante. A tutora imaginou ser uma alergia comum, mas ao levá-la ao especialista, o diagnóstico correto foi de sarna. Com o tratamento adequado iniciado rapidamente, a filhote se recuperou bem. O que fazer e o que evitar em casa Banhos terapêuticos ajudam no tratamento contra alergia em cães e gatos Reprodução/TV TEM Se você suspeita que seu pet está com algum problema de pele, siga estes passos: Não use produtos humanos ou remédios por conta própria: Xampus ou pomadas de uso humano podem agravar a inflamação e ressecar ainda mais a pele do animal; Adote banhos terapêuticos (sob orientação): Banhos com produtos específicos ajudam a devolver a hidratação, remover alergenos e recuperar a barreira da pele; Mantenha o ambiente limpo: Para pets alérgicos, pequenos pedaços de comida que caem no chão ou poeira acumulada podem engatilhar uma nova crise; Não faça testes alimentares sem acompanhamento: A exclusão de ingredientes da dieta precisa de critérios rigorosos. "Fazemos uma triagem com restrição alimentar com um alimento inédito de 40 a 60 dias para depois podermos diagnosticar a reação ao alimento", explica a veterinária. Alergia não tem cura, mas tem controle A especialista ressalta que, embora a alergia seja uma condição permanente, é perfeitamente possível garantir uma vida normal e sem dor ao animal através da prevenção e da constância. É o caso da cadela Dara, da tutora Elsa, que viaja periodicamente de Catanduva (SP) para São José do Rio Preto para consultas de rotina mesmo quando a pet está sem sintomas. "Sabemos que a alergia não tem cura, mas tem tratamento e controle. O sucesso depende diretamente da adesão do tutor ao tratamento e do acompanhamento periódico com o veterinário", conclui a médica. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
