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ONU diz que explosão de mina na fronteira coreana violou armistício

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"Com base nas conclusões da investigação, o UNC determinou que ocorreu uma violação do Acordo de Armistício. O UNC está a abordar essa violação através dos mecanismos estabelecidos", afirmou o organismo liderado pelos Estados Unidos num comunicado citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap. Após as explosões, ocorridas em 21 de setembro e que provocaram ferimentos graves em dois soldados sul-coreanos, o UNC conduziu uma investigação em conjunto com o Exército da Coreia do Sul e, de acordo com o comunicado, encontrou uma mina norte-coreana ativa no lado sul-coreano da Linha de Demarcação Militar (MDL). O vice-chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Kwon Dae-won, já tinha afirmado na segunda-feira, durante uma conferência de imprensa, que as provas recolhidas até ao momento "apontam claramente para minas terrestres norte-coreanas". Segundo as autoridades sul-coreanas, a explosão ocorreu durante uma operação conjunta com o UNC para verificar as suspeitas de Seul de que Pyongyang tinha colocado ilegalmente minas terrestres na zona. Contudo, as autoridades do regime norte-coreano rejeitaram as conclusões de Seul. "É absurdo terem tirado conclusões sobre a origem de uma alegada mina que explodiu num terreno abandonado onde não põem os pés há mais de meio século", declarou Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, num comunicado divulgado hoje pela agência estatal norte-coreana KCNA. Kim classificou a investigação do incidente como uma "farsa conspirativa" e alertou que as autoridades sul-coreanas procuram aproveitar a situação para justificar "provocações políticas e militares" contra Pyongyang. Além disso, a dirigente do Comité Central do Partido dos Trabalhadores acusou Seul de realizar disparos de advertência junto à fronteira todos os dias desde agosto. "Os atos de provocação do inimigo nas proximidades da zona fronteiriça meridional estão a ultrapassar os limites dia após dia", afirmou. Três oficiais sul-coreanos ficaram feridos na explosão de minas na DMZ, que separa os dois países, em 21 de setembro. Um deles perdeu um pé. Embora a DMZ esteja oficialmente desmilitarizada, as extremidades norte e sul estão entre os locais mais minados do mundo, e as explosões de minas já causaram atritos entre as duas Coreias. Estima-se que mais de 800 mil minas estejam espalhadas por esta zona tampão de quatro quilómetros (km) de largura que divide a península ao longo de quase 250 km desde 1953. Na ausência de um tratado de paz, Seul e Pyongyang ainda estão tecnicamente em guerra.

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