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Debate entre os candidatos ao governo do RN é marcado por acusações entre os candidatos

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Candidatos ao governo do RN no estúdio da Inter TV para o debate Fernanda Zauli/g1 Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu de Lula (PT) e Professor Robério Paulino (PSOL) participaram nesta terça-feira (29) do debate promovido pela Inter TV, em Natal. O encontro foi o último debate televisivo entre os candidatos antes do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4). O debate foi marcado por trocas de acusações entre os candidatos e discussões envolvendo saúde, infraestrutura e obras públicas. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp 🗳️ Veja a página especial das Eleições 2026 no RN O debate foi mediado pela jornalista Emmily Virgílio e teve quatro blocos. O primeiro e o terceiro foram destinados a perguntas de tema livre, enquanto o segundo e o quarto tiveram temas determinados por sorteio. No último bloco, os candidatos também fizeram as considerações finais. As perguntas foram feitas de candidato para candidato. Em cada rodada, o candidato teve 45 segundos para perguntar, dois minutos para responder, 1 minuto e 15 segundos para a réplica e o mesmo tempo para a tréplica. Bloco 1 (temas livres) Debate com os candidatos ao governo do RN - 1º BLOCO O primeiro bloco foi marcado por trocas de acusações e críticas à gestão pública, com discussões sobre investigações envolvendo a administração de Mossoró, a situação da saúde estadual, o governo Fátima Bezerra, segurança pública e a eleição presidencial. Cadu de Lula (PT) perguntou a Allyson Bezerra (União) sobre uma investigação relacionada à compra de medicamentos na saúde de Mossoró. Allyson rebateu e afirmou que já havia prestado esclarecimentos sobre o caso, além de citar questionamentos envolvendo aliados de Cadu. Álvaro Dias (PL) perguntou a Cadu de Lula (PT) sobre a participação dele no governo Fátima Bezerra e criticou a situação do Hospital Walfredo Gurgel. Cadu defendeu a gestão e citou a construção do Hospital Metropolitano e propostas para a saúde. Robério Paulino (PSOL) perguntou a Álvaro Dias (PL) sobre uma denúncia envolvendo Flávio Bolsonaro. Álvaro criticou o tema escolhido e voltou a discutir a situação da saúde pública. Na réplica, Robério retomou a questão e relacionou a eleição presidencial à disputa no Rio Grande do Norte. Allyson Bezerra (União Brasil) perguntou a Professor Robério Paulino (PSOL) sobre segurança pública e os índices de violência no estado. Robério defendeu uma política que combine policiamento com ações sociais, enquanto Allyson destacou o reforço das forças de segurança e medidas adotadas em Mossoró. Bloco 2 (temas determinados) Debate com os candidatos ao governo do RN - 2º BLOCO O segundo bloco teve questionamentos com temas pré-determinados, escolhidos pelos eleitores em enquete realizada pelo g1. Sistema penitenciário - Álvaro Dias perguntou a Cadu de Lula sobre o que a atual gestão do governo fez para combater o crime organizado e o que ele acha sobre considerar as facções como organizações terroristas. O debate chegou a ser interrompido por conta de um problema técnico no áudio. Educação - Robério Paulino comentou a Álvaro Dias sobre a 18ª colocação do Rio Grande do Norte no ranking do Ideb no país e sobre a importância de ampliar o ensino em tempo integral para 100% das escolas. Terceirização - Cadu de Lula perguntou a Allyson a opinião dele sobre a ocorrência de práticas abusivas contra trabalhadores terceirizados em períodos eleitorais. Diversidade - Allyson questionou Robério Paulino sobre as propostas para juventude. Bloco 3 (temas livres) O terceiro bloco teve confrontos sobre segurança pública, saúde, obras em Natal e a eleição presidencial, além de pedidos de direito de resposta. Allyson Bezerra perguntou a Cadu de Lula sobre a gestão do sistema penitenciário, especialmente no Complexo de Alcaçuz. Cadu defendeu os avanços no sistema prisional, enquanto Allyson contestou a resposta e voltou a criticar a segurança pública e as penitenciárias do Estado. Cadu de Lula perguntou a Álvaro Dias sobre a obra de engorda de Ponta Negra e o Hospital Metropolitano. Álvaro defendeu a obra da praia, enquanto Cadu voltou a apontar problemas de drenagem e apresentou propostas para mobilidade e infraestrutura em Natal. Álvaro Dias perguntou a Robério Paulino sobre a relação entre gestores e fornecedores de medicamentos. Robério defendeu transparência e planejamento nas compras, enquanto Álvaro questionou a gestão de Allyson em Mossoró. Robério Paulino perguntou a Allyson Bezerra sobre seu posicionamento na disputa entre Lula e Bolsonaro. Allyson afirmou que pretende governar em parceria com o presidente eleito e para todo o estado. Robério criticou a falta de posicionamento do candidato. Bloco 4 (temas determinados) O último bloco também contou com temas sorteados pela apresentadora Emmily Virgílio. Segurança - Robério Paulino citou a Álvaro Dias uma notícia de que o candidato a presidente Flávio Bolsonaro estaria envolvido com um grupo miliciano do Rio de Janeiro e teria repassado dinheiro a um miliciano que comprou a arma usada no assassinato da vereadora Marielle Franco. Em seguida, questionou se um homem envolvido com a criminalidade tem condições de chegar à Presidência da República. Saúde - Álvaro Dias questionou Allyson Bezerra sobre as denúncias feitas pelo empresário Oseas Monthalggan, em gravações divulgadas pela Polícia Federal no relatório da Operação Mederi. Segundo o relato, o empresário afirmou que o candidato do União Brasil teria pedido 15% de propina. Unicat - Cadu de Lula perguntou a Robério Paulino sobre o programa de distribuição de medicamentos de alta complexidade. O candidato do PT disse que em 2019, no início da gestão da governadora Fátima Bezerra, eram 40 mil pessoas beneficiadas, e hoje, segundo ele, são 80 mil. Cadu ainda apontou que na gestão de Jair Bolsonaro o investimento do governo federal era de R$ 55 milhões por ano, e o governo Lula ampliou para R$ 145 milhões. Servidor público - Allyson questionou a Cadu sobre o pagamento dos salários a aposentados e pensionistas, e comentou ainda que os servidores não conseguem fazer um empréstimo consignado no banco, porque o governo está bloqueado.

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