Eleições 2026: eleitorado com deficiência aumenta 22% em quatro anos no Alto Tietê
Urna eletrônica conta com sistema braile Reprodução/TV Globo O número de eleitores com deficiência cresceu 22,6% entre 2022 e 2026 no Alto Tietê, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2026, a região tem 20.705 eleitores com deficiência. Em 2022, eram 16.886. Suzano é a cidade com o maior número de eleitores com deficiência, com 5.808 pessoas. Na sequência aparecem Itaquaquecetuba, com 5.669, e Mogi das Cruzes, com 4.635. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Salesópolis tem o menor número de eleitores com deficiência entre as cidades do Alto Tietê, com 175. Depois aparecem Santa Isabel, com 309, e Biritiba-Mirim, com 374. (confira). Os dados são divididos entre eleitores com deficiência de locomoção, deficiência visual, deficiência auditiva, dificuldade para o exercício do voto ou outras condições. Na região, a maior quantidade de registros está relacionada à deficiência de locomoção ou a outras condições (confira abaixo). ➡ O TSE ressalta que um eleitor pode declarar mais de um tipo de deficiência. Por isso, a soma das categorias pode ser maior que o número total de eleitores com deficiência. 🗳 Voto obrigatório e facultativo De acordo com o TSE, o voto é facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Para os demais eleitores, o voto é obrigatório. No caso das pessoas com deficiência, há uma regra específica. Quando a deficiência torna impossível ou torna muito difícil o cumprimento das obrigações eleitorais, o eleitor pode solicitar à Justiça Eleitoral a isenção das sanções relacionadas à ausência às urnas ou ao alistamento. O pedido deve ser acompanhado de autodeclaração da deficiência ou documentação comprobatória. No Alto Tietê, o número de eleitores registrados nessa condição aumentou 42% em quatro anos. Suzano novamente aparece com o maior número de registros, enquanto Salesópolis tem o menor (confira). ♿ Acessibilidade na eleição Tatiane Ribeiro é cega há nove anos e precisou se adaptar para votar Arquivo Pessoal/Tatiane Ribeiro de Souza e Divulgação/TSE Tatiane Ribeiro de Souza, de 41 anos, é deficiente visual há nove anos. Ela perdeu a visão por conta da diabetes. Desde então, votar se tornou algo um pouco diferente do que ela estava acostumada. A aposentada precisou mudar o local de votação depois de votar em uma escola onde a seção ficava no segundo andar e o acesso era feito apenas por escadas. Atualmente, ela vota em uma escola próxima de casa. “Em relação à outra escola, para mim aqui a acessibilidade ficou fácil, é tudo térreo, as pessoas já sabem lidar com a gente, e a urna eu acho muito fácil de utilizar", destacou. Ela utiliza fones de ouvido durante a votação e costuma ir acompanhada até o local. Porém, ela afirma que conseguiria votar sozinha se precisasse. 🦮 Auxílio durante a votação A Justiça Eleitoral disponibiliza recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Entre eles estão locais com rampas, portas com largura adequada para cadeirantes e banheiros adaptados. A urna eletrônica possui teclado com identificação em braile e um ponto de referência na tecla número 5. Pessoas com deficiência visual também podem utilizar fones de ouvido fornecidos pela Justiça Eleitoral para receber sinais sonoros durante a votação. A urna eletrônica possui identificação em braile e uma marca de referência na tecla número 5. Pessoas com deficiência visual também podem utilizar o sistema de áudio da urna com fones de ouvido fornecidos pela Justiça Eleitoral. Os locais de votação também contam com coordenadores de acessibilidade e de Libras para atender os eleitores. O eleitor com deficiência que tenha dificuldade para exercer o direito de voto pode contar com o auxílio de uma pessoa de sua confiança. O acompanhante pode, inclusive, digitar os números na urna eletrônica, conforme avaliação do presidente da mesa de votação. A pessoa com deficiência visual também pode entrar na seção eleitoral acompanhada de cão-guia. Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem solicitar a transferência para uma seção eleitoral com acessibilidade dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. *estagiária sob supervisão de Gladys Peixoto Assista a mais notícias do Alto Tietê
