Estudante de odontologia investigada por supostos golpes milionários tem prisão mantida após audiência de custódia em MG
A estudante de odontologia Luana Oliveira Franco da Rosa, de 28 anos, continuará presa no presídio de Santa Rita do Sapucaí (MG) após decisão mantida em audiência de custódia realizada no domingo (27). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram De acordo com as investigações, Luana já vinha sendo monitorada e investigada, o que levou a Justiça a manter a prisão preventiva. Com isso, ela permanece detida enquanto o caso segue sendo apurado. A suspeita era considerada foragida desde que a prisão foi decretada pela Justiça, em 16 de setembro. Policiais realizaram buscas para localizá-la, mas não tiveram sucesso. Na última sexta-feira, ela se apresentou à Polícia Civil e permaneceu em silêncio durante o procedimento. Segundo a polícia, os possíveis golpes atribuídos à estudante teriam causado prejuízos superiores a R$ 1 milhão. Até o momento, cinco vítimas foram identificadas em Itanhandu (MG). Luana Oliveira Franco da Rosa é suspeita de aplicar golpes em conhecidos em Itanhandu Reprodução EPTV Uma das modalidades investigadas envolve o financiamento de veículos em nome de terceiros sem o conhecimento ou consentimento dessas pessoas. A polícia também apura denúncias relacionadas à obtenção de empréstimos mediante promessa de devolução dos valores, o que, segundo as investigações, não teria ocorrido. Ainda conforme a apuração policial, o esquema ocorria a partir de relações de confiança mantidas com as vítimas, como amizades, vínculos familiares ou relacionamentos. De acordo com os relatos, Luana alegava precisar quitar dívidas e afirmava que seu PIX estava com problemas ou bloqueado. Em seguida, solicitava documentos pessoais às vítimas e utilizava as informações obtidas. Suspeita admitiu participação em financiamentos Em vídeo enviado à EPTV, Luana admitiu ter participado de financiamentos e afirmou que pessoas confiaram nela para a realização dos procedimentos. Ela disse ter coletado o reconhecimento facial de envolvidos, mas atribuiu a elaboração dos documentos e a condução do esquema a um homem ligado a uma concessionária em Passa Quatro. “Eu realmente me envolvi nesses financiamentos. Pessoas confiaram muito em mim, depositaram toda a confiança. Eu cheguei sim a pegar a facial dessas pessoas, mas quem fez todo o trâmite, o documento, quem inventou tudo, foi o rapaz da concessionária de Passa Quatro”, declarou. Mulher suspeita de golpes de mais de R$ 1 milhão é procurada pela polícia no Sul de Minas Polícia Civil/Divulgação A estudante afirmou ainda que recebia entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por veículo e que acreditava na versão apresentada pelo responsável pela concessionária de que os veículos não permaneceriam em nome das pessoas que forneceram os dados para os financiamentos. Luana também declarou que pretende colaborar com as autoridades. “Eu faço questão de colaborar 100% com a Justiça. Estou aqui para dar todas as informações, mesmo que sejam ruins, mas em verdade”, afirmou. Sobre os empréstimos citados na esfera cível, a investigada disse que busca, há mais de um ano, uma forma de ressarcir as pessoas que confiaram nela e pediu perdão aos envolvidos. “Tenho que pedir perdão para todos aqueles que confiaram em mim”, disse. O dono da concessionária de veículos de Passa Quatro citado por Luana foi ouvido pela polícia. Ele apresentou a documentação referente aos veículos financiados, com restrição e impedimento administrativo, o que não permite a transferência. Segundo o delegado do caso, Márcio Borba, até o momento não há indícios contra o comerciante, que é tratado no inquérito como testemunha, e não como investigado. O que diz a defesa A defesa de Luana Oliveira Franco da Rosa afirmou que a prisão preventiva é “absolutamente ilegal”. Os advogados sustentam que ela sempre colaborou com as investigações e não praticou nenhuma conduta que justificasse a medida cautelar. A defesa também destacou que a estudante é mãe de três crianças menores de 12 anos, que dependem de seus cuidados, e informou que pretende recorrer da decisão judicial. As investigações continuam, inclusive para verificar a existência de outras possíveis vítimas. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) confirmou que Luana permanece no presídio de Santa Rita do Sapucaí. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas
