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Dois tiroteios em massa deixam ao menos 27 mortos na África do Sul

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Um policial é visto no local de um tiroteio em massa ocorrido durante uma festa em uma residência no município de KwaMakhutha, ao sul da cidade de Durban, na África do Sul, no dia 23 de setembro AP Oito homens armados com fuzis AK-47 e pistolas abriram fogo contra frequentadores de um bar no primeiro de dois tiroteios em massa ocorridos em comunidades da África do Sul em um intervalo de poucas horas. Ao menos 27 pessoas morreram nos ataques, informou a polícia neste domingo (27). O primeiro massacre ocorreu na noite de sábado (26), nos arredores de Joanesburgo. O segundo aconteceu nas primeiras horas de domingo, perto da Cidade do Cabo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Até o momento, não houve prisões relacionadas aos dois ataques. Os episódios ocorreram apenas cinco dias depois de outro tiroteio em massa em uma comunidade próxima à cidade de Durban, que deixou ao menos 11 mortos. O Serviço de Polícia da África do Sul informou que 17 pessoas foram mortas na noite de sábado, quando oito suspeitos armados com fuzis AK-47 e pistolas abriram fogo em um bar no município de Wedela, no sudoeste de Joanesburgo, maior cidade do país, por volta das 21h30. Os suspeitos atiraram contra os frequentadores que estavam do lado de fora do bar e, em seguida, entraram no estabelecimento para continuar o ataque. Entre as vítimas estavam 13 homens e quatro mulheres. Pelo menos outras 15 pessoas ficaram feridas por disparos, segundo a polícia. Os criminosos revistaram alguns dos frequentadores e levaram seus celulares antes de fugir em dois veículos. Cerca de quatro horas depois, 10 pessoas foram mortas e outras 11 ficaram feridas em um tiroteio em massa ocorrido depois da 1h da manhã em uma loja no município de Lwandle, perto da Cidade do Cabo, a segunda maior cidade da África do Sul. A polícia informou que procurava vários suspeitos, mas não divulgou o número exato. Na noite de terça-feira (22), 11 pessoas, incluindo uma mulher grávida, foram mortas em um ataque realizado por vários homens armados durante uma festa em uma residência no município de KwaMakhutha, ao sul de Durban. A polícia não informou nenhuma prisão relacionada ao caso. A África do Sul enfrenta há anos altos índices de crimes violentos, mas a sequência de tiroteios em massa registrada nesta semana chocou até mesmo um país acostumado a estar entre aqueles com as maiores taxas de homicídios do mundo. A alta taxa de assassinatos é um problema antigo da economia mais desenvolvida da África, mas o fenômeno dos tiroteios em massa está se tornando mais frequente, segundo especialistas. Ataques recentes têm sido realizados, muitas vezes, por vários homens armados. Os homicídios atingem principalmente as comunidades mais pobres da África do Sul, e a polícia relacionou alguns dos casos à atuação de gangues criminosas. Outros tiroteios em massa recentes incluem um ocorrido em junho, em um bairro pobre de Joanesburgo, que deixou 12 mortos, e dois ataques registrados em um intervalo de duas semanas, em dezembro, que provocaram um total de 21 mortes. O problema da criminalidade violenta levou o presidente Cyril Ramaphosa a enviar soldados às ruas em março, em uma operação com duração prevista de um ano para combater o crime em algumas das áreas mais afetadas do país. A operação incluiu regiões de alta criminalidade nos arredores de Joanesburgo e da Cidade do Cabo, além de outras áreas. Ao anunciar o envio dos militares, Ramaphosa afirmou que a atuação de gangues organizadas era a maior ameaça à democracia e ao desenvolvimento econômico da África do Sul. Alguns críticos consideraram o uso de soldados nas ruas uma admissão de que a polícia estava falhando no combate ao crime. Segundo estatísticas oficiais da polícia, 5.427 homicídios foram registrados na África do Sul no período mais recente de três meses, entre abril e junho — uma média de quase 60 assassinatos por dia. Os disparos de arma de fogo são a forma mais comum de homicídio na África do Sul. Há anos, autoridades policiais e especialistas em segurança afirmam que um dos principais problemas é a grande quantidade de armas de fogo ilegais em circulação.

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