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Em debate, candidatos ao Senado por SP discutem avanço do PCC, milícias e infiltração do crime organizado no poder público

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Candidatos ao Senado de SP falam sobre crime organizado Os candidatos ao Senado por São Paulo discutiram nesta sexta-feira (25), durante debate promovido pelo g1, a infiltração do crime organizado no poder público, o avanço das milícias no estado e formas de impedir o recrutamento de jovens nas periferias. Durante o bloco sobre crime organizado, Simone Tebet (PSB) afirmou que "o PCC já está dentro da Prefeitura de São Paulo", ao citar as suspeitas investigadas de infiltração da facção no transporte coletivo da capital. Ela também disse que há suspeitas de envolvimento com o PCC dentro da estrutura da Segurança Pública estadual e alertou para o avanço de milícias em São Paulo. Marina Silva (Rede) defendeu o bloqueio de bens e o desmonte de empresas usadas pelo crime organizado e afirmou que é preciso combater a "promiscuidade entre poder público e criminosos". Soninha Francine (Cidadania) defendeu inteligência e integração entre forças de segurança e órgãos de controle e disse que a corrupção de agentes públicos dificulta o combate às facções. Geraldo Rufino (Podemos) afirmou que, além de sufocar financeiramente as organizações criminosas, é preciso chegar às comunidades antes delas para impedir o recrutamento de crianças e adolescentes. Tebet: "São Paulo não pode virar Rio de Janeiro" Tebet afirmou que o combate ao crime organizado exige integração das forças de segurança e de órgãos como a Receita Federal, com foco também na prisão dos chefes das organizações e no bloqueio de suas fontes de financiamento. A candidata disse que o crime organizado é atualmente um dos principais problemas de segurança pública de São Paulo e afirmou que o estado não pode repetir a situação enfrentada pelo Rio de Janeiro. "São Paulo não pode virar um Rio de Janeiro. O PCC já está aqui, já está dentro da prefeitura, no transporte coletivo." Tebet também citou a presença do Comando Vermelho no interior paulista e afirmou que há suspeitas de que integrantes da Secretaria da Segurança Pública tenham envolvimento com o PCC. Ela associou a afirmação a um ex-comandante de Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública e candidato ao Senado que não compareceu ao debate. Em outra participação, Tebet disse que as milícias também chegaram a São Paulo. Segundo ela, esses grupos atuam por meio do controle territorial e da cobrança ilegal pela prestação de serviços. A candidata afirmou ainda que o crime organizado e as milícias já alcançaram diferentes instâncias do poder público. "O crime organizado e a milícia já chegaram nos poderes da República. Aqui em São Paulo e em Brasília." Segundo Tebet, há representantes desses grupos em câmaras municipais, assembleias legislativas e no Congresso Nacional. Em seguida, afirmou: "A milícia não pode entrar pela porta da frente do Palácio do Governo." Tebet também criticou as condições das forças de segurança de São Paulo, citando problemas de saúde mental entre policiais militares e déficit de efetivo na Polícia Civil. Como o caso Gritzbach escancarou o envolvimento de 27 policiais de SP com o PCC e CV; veja quem são Marina defende bloqueio de bens e desmonte de empresas Marina Silva afirmou que o crime organizado tem atuação transnacional e que o enfrentamento precisa envolver União, estados, municípios e diferentes órgãos de controle. A candidata citou a infiltração das organizações criminosas em empresas, fintechs e postos de combustíveis e apontou a Operação Carbono Oculto como exemplo de ação integrada para atacar financeiramente as facções. Segundo Marina, o combate precisa priorizar o bloqueio do patrimônio das organizações criminosas e atingir os financiadores dos crimes. "Crime organizado precisa que a gente faça o bloqueio de bens, que a gente desmonte empresas criminosas e que a gente chegue no andar de cima." Marina afirmou ainda que as organizações criminosas financiam outras atividades ilegais, recrutam jovens e adolescentes nas periferias e passam a controlar serviços como internet e gás em áreas sob seu domínio. Ao final do bloco, a candidata também falou sobre a infiltração do crime organizado no poder público. "Principalmente quando tem essa promiscuidade entre poder público e criminosos." Ela defendeu o afastamento de agentes públicos ligados ao crime e apoio aos prefeitos que enfrentam organizações criminosas em seus municípios. Soninha defende inteligência e integração das polícias Soninha Francine afirmou que o combate às organizações criminosas deve priorizar tecnologia, inteligência e integração entre polícias, Ministério Público e demais órgãos de investigação. Ela citou operações conjuntas das polícias estaduais, Polícia Federal e Gaeco que conseguiram desmantelar estruturas criminosas sem confrontos armados. Para Soninha, a inteligência permite chegar aos integrantes das organizações com menor risco para moradores de áreas dominadas pelas facções. A candidata também chamou a atenção para a infiltração do crime organizado em atividades econômicas legais. Ela citou os setores de transporte coletivo, coleta de lixo e combustíveis, além do uso de fintechs para lavagem de dinheiro. Soninha afirmou ainda que a corrupção de integrantes de instituições públicas, incluindo agentes do Judiciário, Ministério Público e Legislativo, dificulta o enfrentamento das organizações criminosas. Segundo ela, é necessário "combater a corrupção em todos os níveis da administração pública". Rufino: é preciso chegar às comunidades antes do crime Geraldo Rufino defendeu duas frentes simultâneas: asfixiar financeiramente as organizações criminosas e impedir que elas renovem seus quadros por meio do recrutamento de jovens. O candidato afirmou que o Estado precisa oferecer escola profissionalizante, esporte e oportunidades de trabalho para adolescentes das periferias. "Nós precisamos chegar na comunidade, nas favelas, periferias, antes do crime, porque senão eles serão recrutados pelo crime e começa tudo de novo." Rufino afirmou ainda que policiais também podem ser cooptados por organizações criminosas e defendeu melhores condições para as forças de segurança. Segundo ele, o enfrentamento ao crime organizado não deve ser tratado como uma disputa entre esquerda e direita. "Nessa hora não tem que ter lado A ou lado B. Todos unidos contra o crime." Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos), candidatos ao Senado por São Paulo, no debate do g1. Globo/ Bob Paulino

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