Quénia destrói metanfetaminas no valor de 55,5 milhões de euros
Segundo um comunicado do Ministério da Defesa do Quénia, os narcóticos - que foram apreendidos em Outubro de 2025, numa das maiores apreensões de droga dos últimos anos no país - foram queimadas no forno de uma empresa produtora de cimento na localidade de Bamburi, perto da cidade costeira de Mombaça (sudeste). "Estamos a enviar uma mensagem aos consumidores e aos barões da droga. O Governo deixou claro que os bens dos barões e traficantes de droga serão confiscados e que os fundos serão destinados à reabilitação e a outras medidas de prevenção do consumo de drogas", afirmou o ministro do Interior do Quénia, Kipchumba Murkomen, que presidiu ao evento realizado na quinta-feira. "Temos de tornar o tráfico de drogas doloroso e punitivo", acrescentou, depois de ter sido realizada uma verificação e uma análise rigorosa das substâncias para não comprometer o processo judicial sobre o caso. A embarcação foi intercetada pela Marinha do Quénia em Outubro de 2025, a cerca de 630 quilómetros a este de Mombaça, com um carregamento com um valor de mercado estimado em 8.200 milhões de xelins quenianos (mais de 55,5 milhões de euros). Várias agências participaram na operação, incluindo a Marinha, a Guarda Costeira queniana e a Autoridade Nacional para a Campanha contra o Álcool e o Abuso de Drogas (NACADA, em inglês). Seis suspeitos de nacionalidade iraniana foram detidos e estão atualmente a ser alvo de um processo no Tribunal de Primeira Instância de Shanzu, em Mombaça, enquanto permanecem sob custódia. O Quénia enfrenta uma crise cada vez maior de drogas sintéticas, especialmente nas suas zonas costeiras, onde os jovens têm um problema crescente de dependência de substâncias como metanfetaminas ou heroína. Foto: depositphotos
