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Greve nos Correios: TST decide que paralisação não é abusiva e mantém movimento dos trabalhadores

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Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento Jornal Nacional/ Reprodução Após duas semanas de paralisação, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quinta-feira (24) que a greve dos trabalhadores dos Correios não é abusiva. A decisão foi tomada durante sessão iniciada às 15h30 e representa uma vitória para os sindicatos da categoria, que defendem a legalidade do movimento e reivindicam a manutenção do atual modelo de plano de saúde dos empregados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O julgamento havia começado na segunda-feira (21), mas foi interrompido por decisão do ministro Vieira de Mello Filho, presidente da sessão. a ocasião, ele determinou a suspensão da análise do caso para garantir às entidades sindicais o prazo de 48 horas para examinar documentos apresentados recentemente ao processo. Durante a retomada do julgamento, o magistrado reafirmou a importância de assegurar o contraditório e o devido processo legal. Segundo ele, os documentos entregues pelos Correios ainda não haviam sido analisados pela parte contrária quando o caso começou a ser julgado. "Não houve controvérsia sobre os documentos. Ou seja, nós estaríamos aqui em desprezo ao devido processo legal porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária", afirmou. Com a decisão do TST, a paralisação permanece respaldada pela Justiça do Trabalho e deixa de existir o risco de um encerramento imediato do movimento sob o argumento de abusividade. O julgamento era considerado decisivo porque poderia resultar na determinação de retorno ao trabalho e na aplicação de sanções às entidades sindicais caso a greve fosse considerada ilegal. jjulgamento sobre a abusividade da greve dos Correios foi suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) TST O que os trabalhadores querem A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. A Findect afirma que as negociações avançaram nos demais pontos do Acordo Coletivo de Trabalho e que o plano de saúde é o único impasse que impede a conclusão do acordo. ➡️ Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. A federação afirma que sindicatos e trabalhadores continuam abertos ao diálogo e que já solicitaram formalmente à empresa a retomada das negociações. Segundo a entidade, uma eventual mudança no modelo do plano pode aumentar os gastos das famílias com o benefício. A preocupação, de acordo com a Findect, envolve mais de 170 mil trabalhadores, aposentados e dependentes. O que dizem os Correios Os Correios acionaram a Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediram que a paralisação seja considerada abusiva e que os serviços sejam mantidos. A estatal afirma que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. A empresa também informou que adotou um plano de ação para reduzir os impactos da greve, com a mobilização de servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e a realização de mutirões de entrega. Segundo os Correios, as medidas têm o objetivo de preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos para os clientes. O que está em jogo no plano de saúde Atualmente, os Correios atuam como mantenedores do plano de saúde da categoria. A proposta discutida nas negociações prevê mudanças na forma de participação da empresa no benefício. A Findect defende a manutenção da redação atual e afirma que as demais cláusulas negociadas não apresentam divergências que impeçam a assinatura do acordo. O plano de saúde também está relacionado a uma disputa anterior. Quatro cláusulas do acordo coletivo anterior foram suspensas por uma decisão liminar de 26 de janeiro: Ticket Extra, Plano de Saúde, Trabalho em Dia de Repouso e Gratificação de Férias de 70%.

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