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'Derrubar o que for necessário', diz Bocalom sobre relação entre conservação ambiental e produção no AC

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Tião Bocalom (PSDB), candidato ao governo do Acre, participa de sabatina da CBN Rio Branco nesta quinta (24) Reprodução/CBN Rio Branco Candidato do PSDB ao governo do Acre, Tião Bocalom afirmou nesta quinta-feira (24) que se considera de direita, mas disse que sua principal divergência política está relacionada ao modelo de desenvolvimento que defende para o estado. Ele afirmou ainda que pretende priorizar políticas voltadas à geração de emprego e renda. Bocalom foi o segundo sabatinado pela CBN Amazônia Rio Branco na série de entrevistas da rádio com candidatos ao governo do Acre e fez parte da agenda de campanha dele desta quinta. Em 20 minutos, o político abordou ainda sobre saúde, transporte coletivo, BR-364 e conservação da floresta. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp A entrevista, conduzida pelas jornalistas Rita Pontes e Bruna Rosa, seguiu o cronograma previamente estabelecido em reunião no dia 20 de agosto e definido após a pesquisa Quaest divulgada no dia 27 do mesmo mês. Ao explicar sua posição política, Bocalom afirmou que sua trajetória no PSDB, partido que entrou após não ter recebido a permissão de se filiar ao PL como planejava inicialmente, foi marcada pela oposição ao modelo de desenvolvimento baseado na chamada 'florestania'. Tião Bocalom defende produção local para reduzir dependência de recursos de Brasília Por isto, escolheu a mesma agremiação que o fez ser conhecido no meio político acreano para disputar o governo nas eleições deste ano. "O PSDB, comandado pelo Aécio Neves, que é o nosso presidente, no primeiro dia que eu conversei com ele a respeito [de posição ideológica], ele falou: 'Bocalom, fique bem à vontade porque o nosso partido não é de extrema-direita, mas nós também não somos esquerda'. Nós entendemos que a direita tem muito mais a contribuir com o Brasil do que a esquerda. Então eu estou em casa, não tenho nenhum problema", disse. Relação com o Legislativo Ao falar sobre a relação com os futuros deputados estaduais, Bocalom afirmou que não pretende negociar apoio político em troca de secretarias. Ele disse que a prioridade seria construir uma base a partir de projetos que, segundo ele, tenham como objetivo melhorar as condições econômicas da população. O candidato também voltou a defender que o Acre aproveite seus recursos naturais para gerar renda, afirmando que a preservação ambiental não deve impedir atividades econômicas que, na avaliação dele, possam melhorar a qualidade de vida da população. “Nós temos que preservar o ser humano e não a floresta. A floresta ninguém quer acabar. Nunca falei que vamos acabar com floresta, acabar com os bichos. Eu digo o seguinte: 'nós precisamos derrubar o que for necessário para dar qualidade de vida às pessoas'. Quem anda o estado inteiro como eu, que anda nos rios, no meio da floresta, vê as dificuldades", destacou. Bocalom defendeu que um eventual governo tenha uma relação com a Assembleia Legislativa baseada em projetos, e não na distribuição de cargos. Segundo ele, a experiência de cinco mandatos como prefeito lhe dá conhecimento para negociar com o Legislativo. “Eu não busco apoio em troca de secretaria. Eu busco apoio em troca de um projeto que precisa dar certo. Qual é o projeto que precisa dar certo? Que o nosso povo saia dessa pobreza”, salientou. Produção e desenvolvimento Ao falar sobre desenvolvimento econômico, Bocalom defendeu um modelo baseado no aumento da produção e no fortalecimento da agricultura familiar. Para ele, o estado precisa ampliar a produção agrícola antes de buscar a instalação de grandes indústrias, com foco inicial na agroindústria. O candidato citou investimentos feitos pela Prefeitura de Rio Branco em estruturas para beneficiamento de arroz, feijão e milho e afirmou que pretende ampliar esse tipo de iniciativa para outros municípios, além de melhorar ramais para garantir o escoamento da produção. “O modelo de desenvolvimento econômico que eu preguei a vida inteira é o mesmo: 'produzir para empregar' e 'se não roubar o dinheiro dá'. E é nessa linha que eu vou continuar fazendo e, virando governador, vou fazer isso”, destacou. Tião Bocalom (PSDB), candidato ao governo do Acre, é sabatinado na CBN Rio Branco pelas jornalistas Rita Pontes e Bruna Rosa Joás Linhares/CBN Rio Branco BR-364 Sobre a BR-364, Bocalom afirmou que pretende cobrar do governo federal recursos para a recuperação da rodovia. Ele atribuiu parte dos problemas da estrada à falta de articulação do governo estadual e disse que pretende atuar diretamente junto à União para acelerar as obras. O candidato também defendeu a ligação entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru, como uma alternativa para ampliar a integração comercial do Acre com o país vizinho. Segundo ele, a estrada poderia reduzir a distância para o escoamento de produtos rumo aos portos peruanos. "Evidentemente que a produção depende muito de infraestrutura, mas é uma questão de tempo. Eu tenho certeza que nós vamos cuidar disso tudo fazendo parcerias com o Governo Federal, com as prefeituras, e nós vamos resolver o problema", garantiu. Saúde Na saúde, Bocalom afirmou que pretende ampliar a regionalização do atendimento, com especialistas nos municípios que já funcionam como polos de atendimento. A proposta, segundo ele, é reduzir a transferência de pacientes para Rio Branco e, consequentemente, os gastos com deslocamentos. Ele também prometeu enfrentar as filas para cirurgias e exames. Bocalom afirmou que há pacientes esperando anos por procedimentos e defendeu a presença de equipes especializadas no interior como forma de reduzir a demanda concentrada na capital. “Nós vamos colocar especialista em cada local desse, porque não tem condições de continuar tirando pacientes de todas as regiões que têm que trazer tudo para Rio Branco”, falou. Transporte coletivo Questionado sobre os problemas do transporte coletivo de Rio Branco, Bocalom afirmou que a situação já vinha sendo enfrentada durante sua gestão como prefeito e citou a licitação para substituição da Ricco Transportes, responsável pelo serviço. O candidato destacou ainda a manutenção da tarifa de R$ 3,50 durante sua gestão e afirmou que a prefeitura passou a bancar parte dos custos das gratuidades e benefícios concedidos aos usuários. "Eu tirei das costas do usuário o pagamento das gratuidades: tem os idosos que não pagam, os alunos que só pagam 1 real, tem as pessoas com deficiência que também não pagam, ninguém fala isso. A passagem continua R$ 3,50, não subiu e não vai subir. E a prefeitura hoje banca a diferença. Eu quero que todos entendam que [o problema do transporte coletivo] vai ser resolvido. Não tem nem o que discutir", garantiu. Tião Bocalom (PSDB) é candidato ao governo do Acre nas eleições 2026 Joás Linhares/CBN Rio Branco Entrevistas com candidatos ao Governo A Rede Amazônica definiu uma série de entrevistas ao vivo com os candidatos mais bem colocados na primeira pesquisa Quaest contratada e divulgada pela emissora. Além de estar entre os cinco primeiros, o candidato precisava atingir pelo menos 5% das intenções de voto na pesquisa estimulada. As entrevistas na TV ocorreram entre 14 e 17 de setembro, durante o Jornal do Acre 1ª Edição, a partir das 11h25. Cada candidato teve 25 minutos para responder às perguntas, incluindo as considerações finais. A ordem foi definida por sorteio: Segunda-feira (14): Tião Bocalom (PL) - não compareceu Quarta-feira (16): Alan Rick (Republicanos) - confira o balanço completo Quinta-feira (17): Mailza Assis (PP) - confira o balanço completo Os demais candidatos que não ficaram entre os primeiros colocados ou não atingiram 5% das intenções de voto na pesquisa tiveram espaço em reportagens gravadas de dois minutos. Já a ordem de entrevista na CBN Rio Branco, também definida previamente, é a seguinte: Quarta-feira (23): Alan Rick (Republicanos) - confira o balanço completo Quinta-feira (24): Tião Bocalom (PSDB) Sexta-feira (25): Mailza Assis (PP) Além das entrevistas, a Rede Amazônica realiza um debate ao vivo com os candidatos ao Senado no dia 25 de setembro. VÍDEOS: g1

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