Acusado de estuprar e matar colega de escola após atrair a vítima por mensagem vai a júri popular em São João da Barra
Gabriel da Conceição Bento é acusado pelo Ministério Público de atrair e estrangular Maria Eduarda Silva Barreto Redes Sociais O Tribunal do Júri de São João da Barra, no Norte Fluminense, julga nesta quinta-feira (24) Gabriel da Conceição Bento, de 21 anos, acusado pelo Ministério Público de matar a adolescente Maria Eduarda Silva Barreto e de tentar matar o namorado dela, Lucas Lima de Castro Souza. O crime aconteceu em dezembro de 2023, em Atafona, distrito de São João da Barra. Segundo a denúncia, Gabriel teria atraído Maria Eduarda, então com 17 anos, até sua casa sob o pretexto de entregar um livro. De acordo com o Ministério Público, ele já tinha a intenção de matá-la. A adolescente foi morta por estrangulamento. Gabriel também responde por estupro de vulnerável contra Maria Eduarda. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Agora no g1 Ainda de acordo com a denúncia, após matar a adolescente, Gabriel descobriu que ela havia avisado ao namorado que iria até sua casa. O acusado então, segundo as investigações, usou o celular de Maria Eduarda para enviar uma mensagem a Lucas, fingindo ser ela, e pedindo que fosse até o imóvel. Quando Lucas chegou ao local, segundo o Ministério Público, Gabriel o atacou com uma faca. A vítima foi atingida em várias partes do corpo e ficou gravemente ferida. As investigações apontam que o homicídio não foi consumado porque a irmã do acusado chegou ao local, permitindo que Lucas conseguisse escapar. Policiais militares foram acionados após informações sobre um possível homicídio. Conforme a denúncia, os agentes encontraram Gabriel sendo contido por populares, com sangue nas mãos e nas roupas. Dentro da casa, os policiais localizaram o corpo de Maria Eduarda. Lucas foi socorrido para o Hospital de São João da Barra e, em seguida, transferido para o Hospital Ferreira Machado, em Campos dos Goytacazes. Na época, segundo a denúncia do Ministério Público, Gabriel admitiu à polícia que havia planejado a morte de Maria Eduarda. O órgão também afirma que ele confessou ter atraído Lucas ao local com a intenção de matá-lo. Gabriel é defendido pela Defensoria Pública, que informou ao g1 que não irá se pronunciar sobre o caso.
