Empresário é investigado por agredir companheira de 16 anos com socos e puxões de cabelo em Boa Vista
Gefster Chagas, de 55 anos, é suspeito de agredir companheira de 16 anos em Roraima. Reprodução/Redes sociais O empresário e ex-secretário de Administração de Roraima Gefster Chagas, de 55 anos, é investigado por suspeita de agredir a companheira, uma adolescente de 16 anos, com socos e puxões de cabelo, no bairro Paraviana, zona Leste de Boa Vista. Ele não foi preso. Gefster é irmão do ex-prefeito de Bonfim e candidato a deputado federal por Roraima, Joner Chagas (Republicanos) e do deputado estadual e candidato a reeleição Coronel Chagas (União). Em nota, Gefster negou que tenha agredido a companheira e disse nunca teve a intenção de causar qualquer dano a ela. Ele afirmou ainda confiar que a Justiça irá apurar os fatos com imparcialidade, ouvindo as partes e analisando as provas antes de qualquer conclusão. Leia a nota na Ãntegra abaixo. Coronel Chagas afirmou, em nota, que não compactua com nenhuma forma de violência contra a mulher, independentemente de qualquer vÃnculo familiar. Disse ainda que os fatos devem ser tratados com a máxima seriedade e rigorosamente apurados pelas autoridades competentes. Joner Chagas também afirmou que não faz distinção por se tratar de alguém da famÃlia e que qualquer denúncia de violência contra a mulher deve ser apurada com seriedade, responsabilidade e rigor. Leia as Ãntegras das notas mais abaixo. A PolÃcia Civil investiga o caso como violência doméstica e a Justiça de Roraima concedeu uma medida protetiva a favor da adolescente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Puxões de cabelo e socos na cabeça As agressões ocorreram na noite de domingo (20). A vÃtima relatou a PolÃcia Militar que estava passeando pela cidade com o empresário quando os dois começaram a discutir dentro do carro. Segundo o relato, Gefster a agrediu com puxões de cabelo e socos na cabeça. Em seguida, ele parou o veÃculo e continuou as agressões. Ela conseguiu se desvencilhar do suspeito e se jogou do carro. Ele deixou o local em seguida. Uma testemunha, uma mulher de 50 anos, confirmou à polÃcia que viu o empresário segurar a vÃtima pelos cabelos e dar golpes na cabeça dela. A vÃtima contou que vive com Gefster desde os 14 anos e que essa não foi a primeira vez que sofreu agressões. Ela relatou que é vigiada 24 horas por dia e que ele controla as saÃdas dela de casa e com quem conversa pelo celular. A adolescente informou ainda que foi proibida por ele de continuar os estudos. Ela disse à PM que temia que o empresário fizesse algo contra a vida dela e solicitou uma medida protetiva. O caso foi registrado na delegacia como lesão corporal contra a mulher por razões da condição do sexo feminino. Procurada pelo g1, a PolÃcia Civil informou que investiga a ocorrência de violência doméstica e que adotou as providências legais pertinentes, incluindo o encaminhamento da vÃtima para exame de corpo de delito e a solicitação de medida protetiva de urgência, que foi deferida pela Justiça. "O caso segue em investigação, com diligências em andamento, necessárias para apurar todas as circunstâncias do fato. O investigado será intimado para prestar esclarecimentos na PCRR", disse. Violência contra mulher: como pedir ajuda LEIA TAMBÉM: Mulher é agredida pelo próprio filho com socos e golpe de mata-leão em Boa Vista Homem é preso por perseguir, agredir e ameaçar ex de morte com foto de arma em Boa Vista Nota de Gefster Diante das informações que estão sendo divulgadas a respeito de uma ocorrência envolvendo meu nome, venho esclarecer que não agredi minha companheira e que os fatos não aconteceram da forma descrita no boletim de ocorrência. Na ocasião, estávamos no carro quando ela ficou muito nervosa em razão de uma discussão motivada por ciúmes dela. Enquanto eu dirigia, ela passou a me agredir dentro do veÃculo. Diante da situação e, principalmente, do risco provocado pelo carro estar em movimento, minha reação foi apenas afastá-la para conseguir manter o controle do veÃculo e parar com segurança. Parei o carro e pedi que ela permanecesse no veÃculo e se acalmasse. Ela, entretanto, pediu para descer. Em nenhum momento ela se jogou do carro. Ela desceu caminhando normalmente, deixando inclusive a porta aberta. Eu desci, fechei a porta e, diante do estado de nervosismo em que ela se encontrava, preferi não prolongar a discussão e respeitei sua decisão de ir embora. Segui o meu caminho de volta para casa. Não a persegui, não a vigio e jamais a impedi de seguir sua vida. Ela é uma pessoa livre e sempre respeitei sua autonomia. Também esclareço que, quando nos conhecemos, ela já estava fora da escola. Portanto, não corresponde à realidade afirmar que eu a impedi de estudar. Ao contrário: sempre a incentivei a retomar os estudos e procurei proporcionar a ela uma vida digna, dentro de um lar, como minha companheira. Reafirmo de forma clara: nunca agredi minha companheira e nunca tive a intenção de lhe causar qualquer dano. Os fatos poderão ser devidamente esclarecidos pelas provas disponÃveis. Tenho confiança de que a Justiça irá apurar os fatos com imparcialidade, ouvindo as partes e analisando as provas antes de qualquer conclusão. Por respeito ao processo e à s pessoas envolvidas, não farei julgamentos antecipados. Confio na apuração da Justiça e estou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. Nota de Coronel Chagas Independentemente de qualquer vÃnculo familiar, minha posição é clara, firme e inegociável: não compactuo com nenhuma forma de violência contra a mulher. Minha trajetória e meus princÃpios sempre foram pautados pelo respeito à s mulheres, pela defesa de seus direitos e pelo repúdio absoluto a qualquer tipo de violência. Laços familiares não mudam princÃpios, nem relativizam posicionamentos. Diante de qualquer denúncia dessa natureza, minha posição permanece a mesma: os fatos devem ser tratados com a máxima seriedade e rigorosamente apurados pelas autoridades competentes. O fato de se tratar de um familiar não altera, em nenhuma hipótese, minha postura de repúdio à violência contra a mulher. Nota de Joner Chagas Quero deixar muito clara a minha posição: qualquer denúncia de violência contra a mulher deve ser apurada com seriedade, responsabilidade e rigor. Sempre fui e continuarei sendo um defensor dos direitos das mulheres. Defendo, inclusive, que as leis sejam cada vez mais rigorosas e que as investigações de casos de violência contra a mulher sejam conduzidas com a máxima seriedade. Por isso, não faço distinção por se tratar de alguém da minha famÃlia. A lei vale para todos! Leia outras notÃcias do estado no g1 Roraima.
