Escolas iranianas reabrem depois de sete meses fechadas devido à guerra
Este regresso às aulas é marcado pela recordação do bombardeamento de uma escola primária em Minab (sul do Irão) - nas primeiras horas dos ataques aéreos israelitas e norte-americanos que desencadearam o conflito – que resultou na morte de 120 crianças. Desde o início da guerra, mais de 1.700 escolas sofreram estragos no país, variando entre danos parciais e a destruição total das infraestruturas. Mais de 16,5 milhões de alunos vão frequentar a escola este ano, incluindo mais de um milhão na primeira classe, de acordo com a agência de notícias oficial IRNA. As universidades são as que contam com mais constrangimentos já que os cortes de energia são bastante frequentes e as ligações à internet estão enfraquecidas. Todos os anos, são realizadas festividades por todo o país para celebrar o início do ano letivo e é tradição ser o Presidente a fazer a abertura oficial do ano tocando o sino de uma escola. Este ano, a cerimónia decorreu na segunda-feira, em vez de ser hoje, para permitir a Massoud Pezeshkian viajar para Nova Iorque para a Assembleia Geral da ONU, onde discursa hoje. Ainda assim, um sino foi tocado esta manhã numa escola primária de Minab pelo vice-presidente de Ciência e Tecnologia, Hossein Afshin. A ofensiva conjunta (chamada 'Operação Leão Rugidor' por Israel e 'Operação Fúria Épica' pelos EUA) começou a 28 de fevereiro e visou instalações militares, autoridades e o programa nuclear iraniano, com objetivos declarados de enfraquecer o regime e conter ameaças estratégicas. Logo no início dos bombardeamentos, foi morto o então líder supremo iraniano, o 'ayatolah' Ali Khamenei, o que gerou forte impacto político e comoção no país, e foi atingida uma escola feminina na cidade de Minab, tendo morrido 168 meninas entre os 7 e os 12 anos e 14 professoras. O Governo iraniano respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra alvos em Israel e contra bases e interesses militares dos Estados Unidos em países vizinhos e na região do Golfo. O conflito provocou já milhares de mortes e abalou os mercados globais de petróleo devido a tensões na passagem estratégica do estreito de Ormuz. Foto: depositphotos
