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Confira 5 frases de Lula na ONU que trazem recados a Trump

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Os principais recados de Lula no discurso na ONU O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22), para defender a soberania brasileira e fazer críticas a pressões externas em áreas como comércio, recursos naturais, tecnologia e eleições. Sem citar Donald Trump nominalmente, Lula fez uma série de afirmações que podem ser lidas como recados ao presidente dos Estados Unidos. Ao mencionar sobre as guerras que acontecem no mundo todo, o brasileiro disse que o Brasil "não cabe no quintal de ninguém". Lula também falou de minerais críticos e declarou que o país não vai ceder a pressões de multinacionais sobre o Pix. Na parte final do discurso, ele tratou das eleições de outubro e disse que o Brasil não permitirá que "inimigos da democracia, internos e externos atentem contra a vontade popular". O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU, em Nova York, EUA, em 22 de setembro de 2026 Mike Segar/Reuters Cinco frases com recados a Trump Soberania Lula citou as guerras em curso e falou sobre a América Latina e a relação da região com "a maior potência militar do mundo". A fala reforçou a defesa da soberania. "Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável. Sobretudo num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém." Riquezas naturais Os EUA têm grande interesse em se beneficiar das riquezas naturais do Brasil. Lula usou o discurso para estabelecer condições para o acesso estrangeiro aos minerais críticos e às terras raras do país. "Temos os minerais críticos e as terras raras de que o mundo precisa para realizar a transição energética. Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro — e é em benefício dele que serão exploradas." Pressões contra o PIX Ao abordar tecnologia e a atuação de grandes empresas estrangeiras, Lula citou diretamente o Pix. O presidente colocou o sistema de pagamentos entre as áreas nas quais o governo brasileiro não aceitará pressões de multinacionais. "Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso PIX, uma infraestrutura de pagamentos pública e gratuita que fez da inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros." Tarifas como arma de coerção O comércio internacional também apareceu entre os recados de Lula a Trump. O brasileiro defendeu que os governos não podem aceitar o uso de tarifas como armas de coerção e chantagem. "Os pilares do multilateralismo estão sendo corroídos. A Organização Mundial do Comércio respira por aparelhos. Quando os governos capitulam frente aos que usam tarifas como armas de coerção e chantagem, as consequências são nefastas." Democracia brasileira Lula reservou o fim do discurso para falar das eleições brasileiras e mencionou redes de desinformação que, segundo ele, pretendem interferir no debate durante a campanha. "Sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros." Frase bônus Lula ainda falou sobre segurança pública e mencinou indiretamente as ameaças de interferência dos Estados Unidos, que classificaram as facções PCC e CV como terroristas. "As pessoas estão cansadas da violência. Mas não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo. Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime. Esse é o espírito da proposta que entreguei pessoalmente ao Presidente dos Estados Unidos."

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