Em discurso de despedida, secretário-geral da ONU admite crise da organização e diz que IA é ameaça para a humanidade
Em tom de despedida, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o português António Guterres, discursou nesta terça-feira (22) diante de mais de cem líderes de estado e governo. Guterres, que deixa o comando da ONU no fim deste ano, admitiu que a organização está em crise e precisa se reformar para refletir os tempos atuais e fez um apelo por mais freio na Inteligência Artificial. Ele disse que entrega o cargo em um momento em que a humanidade enfrenta quatro grandes testes de poder fundamentais para seu futuro: a paz, a desigualdade, o clima e a inteligência artificial. Há quase dez anos à frente da ONU, Guterres disse que sua gestão foi marcada por novas guerras e menos respeito ao direito internacional. “Na última década, eclodiram guerras de consequências devastadoras, prolongando-se com uma crueldade execrável. Civis foram alvos de ataques. Direitos humanos foram atropelados. A fome foi utilizada como arma. Trabalhadores humanitários foram mortos. O direito internacional foi deixado de lado. As divisões geopolíticas se aprofundaram”, discursou. Esta reportagem está em atualização.
