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Carro usado por homem que disse ter matado 80 pessoas na PB é apreendido após troca de tiros

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Carro usado por homem que disse ter matado 80 pessoas na PB é apreendido após troca de tiros Reprodução / Polícia Militar O carro usado por Jorlan Lopes da Silva, homem que disse ter matado 80 pessoas na Paraíba, foi apreendido durante uma troca de tiros entre a Polícia Militar e suspeitos de integrar uma facção criminosa, na madrugada desta terça-feira (22), em Pedro Régis, no Litoral Norte da Paraíba. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Segundo a Polícia Militar, seis suspeitos estavam no veículo que foi usado por Jorlan quando foram interceptados. Houve troca de tiros, três deles foram presos, dois ficaram feridos e foram socorridos para o Hospital de Mamanguape. Um sexto suspeito conseguiu fugir e até a última atualização desta reportagem não havia sido preso. Os suspeitos presos são das cidades de Bayeux e Cabedelo e, segundo a polícia, tinham ido até Jacaraú, também no Litoral Norte da Paraíba, para realizar um ataque a tiros contra uma facção rival. Durante a ação, cinco armas de fogo, mais de 50 munições, três coletes à prova de balas e o carro foram apreendidos. O material foi levado para a delegacia da Polícia Civil, em Mamanguape. Quem é Jorlan Lopes da Silva Suspeito de mais de 80 mortes é levado para presídio Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, foi preso no dia 13 de setembro, em Mulungu. Segundo a investigação, ele tentou escapar usando vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas. No momento da prisão, carregava uma criança de cerca de dois anos que não era parente dele. Após a prisão, Jorlan afirmou à polícia que teria matado cerca de 80 pessoas. Esse número, porém, não é reconhecido oficialmente pela investigação. A Polícia Civil reúne atualmente elementos que relacionam Jorlan a 16 homicídios ocorridos em aproximadamente três meses no Vale do Mamanguape. Os investigadores também devem reavaliar casos que continuam sem autoria definida para verificar se há informações que possam relacioná-lo a outros assassinatos. Ao g1, a Polícia Civil da Paraíba informou ainda que avalia a necessidade de submeter o homem preso a teste de sanidade mental. Caso repercute em veículos internacionais A prisão foi publicada por veículos de diferentes países, principalmente por causa da forma como Jorlan foi localizado e da declaração atribuída a ele durante o interrogatório. A revista norte-americana People informou que o homem tentou fugir vestido de mulher e estava com uma criança no colo. A publicação também relatou que o menino foi encontrado sem ferimentos. As circunstâncias que fizeram com que a criança estivesse sob os cuidados do investigado ainda são apuradas pela Polícia Civil. Reprodução / Revista People Reprodução / Revista People O jornal de Porto Rico Primera Hora e o veículo da Nicarágua TN8 também publicaram informações sobre a prisão do investigado. O veículo americano OKC Fox também noticiou a prisão de Jorlan na Paraíba. A reportagem destacou o disfarce do investigado. Veículo americano OKC Fox OKC A emissora americana WJLA publicou informações sobre o caso e sobre a prisão de Jorlan. O jornal La Nouvelle Tribune também falou sobre o caso. la tribune Reprodução / La Nouvelle Tribune "Homem da peruca" afirma que pode ser autor de 80 mortes Operação prende investigado por homicídios que se vestia de mulher e segura criança no loco para fugir, no Litoral Norte da Paraíba Polícia Civil da Paraíba Durante o depoimento após a prisão em Mulungu, Jorlan afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida. A Polícia Civil está confrontando as informações fornecidas por ele com investigações, provas técnicas e registros de homicídios. “É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado Douglas Garcia. LEIA TAMBÉM: Criança encontrada no colo de suspeito de homicídios preso vestido de mulher na PB não era parente dele, diz polícia Suspeito de homicídios preso vestido de mulher cometeu primeiro crime aos 13 anos e se escondia em mata na PB, diz polícia Ligação com facção A Polícia Civil também aponta uma possível ligação de Jorlan com uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro e que atua na Paraíba. Depois de fugir do confronto em Rio Tinto, segundo a investigação, ele teria se escondido em uma comunidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, associada à organização criminosa. A partir de um trabalho de inteligência, os policiais identificaram o imóvel onde ele estaria e passaram a acompanhar os deslocamentos do grupo. Jorlan teria deixado Cabedelo em direção a Mulungu acompanhado de outros integrantes. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os investigadores identificaram o veículo utilizado pelo grupo. Um dos comparsas foi preso durante uma abordagem, mas Jorlan conseguiu fugir novamente. 48 horas de buscas Preso vestido de mulher, homem é suspeito de 16 homicídios em três meses na PB Reprodução/Polícia Civil A fuga de Jorlan terminou em Mulungu, no domingo (13). O suspeito havia passado anteriormente por policiais usando vestido, peruca, sandália feminina, óculos escuros e unhas pintadas. Conforme o relato apresentado pelo delegado, Jorlan teria retornado à residência onde estava, pegado um revólver e deixado a criança. Na saída, porém, o vestido teria ficado deslocado e uma tatuagem permitiu que os policiais identificassem o suspeito. A Polícia Civil ainda não informou como a criança foi parar com o suspeito nem se recebeu atendimento médico após ser localizada até a publicação desta matéria. A criança não era parente dele. Ele foi preso após cerca de 48 horas de operação. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. Durante a mesma operação, outros dois homens, também suspeitos de envolvimento em diversos crimes na região, foram presos em uma abordagem realizada pelas forças de segurança no município de Mulungu, na Paraíba. Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, que também participou da operação, os três suspeitos teriam ligação com a mesma facção criminosa, que possui atuação na região. Jorlan foi encaminhado para o Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, após passar por audiência de custódia, conforme informou o delegado Douglas Garcia. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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